PONTE DA BOA VISTA - RECIFE


Considerada a ponte mais típica e original do Recife, ela liga atualmente a rua Nova, no bairro de Santo Antônio, à rua da Imperatriz, na Boa Vista.


Sua origem é do tempo dos holandeses. Em 1640, o príncipe Maurício de Nassau mandou construir uma ponte por onde os moradores pudessem atravessar o rio Capibaribe, do continente para a ilha de Santo Antônio, e desta para o Recife, indo e voltando continuamente sem estorvo.

A ponte holandesa da Boa Vista, assim chamada por ligar o bairro da Boa Vista ao de Santo Antônio ia da frente do Palácio da Boa Vista, onde hoje se encontra o convento do Carmo, até a altura correspondente ao local onde foi construída depois a Casa de Detenção, atual Casa da Cultura.

Foi construída em sete semanas, de madeira resistente e era guarnecida por parapeitos, para que não detivessem o caminho do rio quando as águas subissem, principalmente nas luas cheias. Segundo documento de 1699, media 3.000 palmos.

Essa primeira ponte da Boa Vista resistiu por um século, e poderia ter resistido mais, se o governador da província de Pernambuco, Henrique Luís Pereira Freire (1737-1746), não a tivesse destruído para construir uma outra em local diferente, nos meados do século XVIII.

ATRAVÉS DE APICUCOS - Por Leonardo Antonio Dantas Silva

...

https://www.facebook.com/leodantassilva

Neste Arruando pelo Recife, iremos conhecer hoje o subúrbio de Apipucos, começando pela casa nº 320 da Rua Dois Irmãos, atualmente ocupada pela Fundação Gilberto Freyre, com sua sede denominada de Casa-Museu Madalena e Gilberto Freyre, um solar do século XIX onde residiu por muitos anos o autor de Casa-grande & Senzala. 


O conjunto, hoje Monumento Nacional tombado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional, encontra-se encravado nas terras do antigo Engenho Apipucos que, à época da invasão holandesa, pertencia ao colono Gaspar de Mendonça. Em seu interior encontraremos móveis do melhor estilo pernambucano, objetos de arte, condecorações, pratarias, painéis de azulejos portugueses, uma relíquia de São Francisco Xavier (trazida de Goa pelo seu antigo proprietário) e, especialmente, uma preciosa biblioteca totalmente informatizada de uso do escritor Gilberto de Mello Freyre (1900 – 1987).

No mesmo conjunto, encontra-se a Vila Anunciada, antiga residência do industrial Delmiro Gouveia, hoje ocupada por instalações da Fundação Joaquim Nabuco, criada por meio de projeto do então deputado federal Gilberto Freyre em 1949. No local funciona o Instituto de Documentação e a Biblioteca Central Blanche Knopf, cujo acervo é de fundamental importância para o conhecimento da história e da sociedade do norte-nordeste do Brasil.

Mais adiante, já na Praça de Apipucos, conserva-se um dos mais belos conjuntos arquitetônicos que, com seu casario colorido, complementado pela Igreja de Nossa Senhora das Dores e pelo açude que forma um grande lago, bem retratam a paisagem característica das povoações localizadas na zona rural do Recife do século XIX. 

O Engenho Apipucos que deu o nome ao bairro é originário das terras do Engenho São Pantaleão do Monteiro, como consta da escritura de compra em favor de Leonardo Pereira, datada de Olinda, 5 de dezembro de 1577. A propriedade foi vendida a D. Jerônima de Almeida que a transferiu, por compra, para Gaspar de Mendonça, que era seu proprietário quando da guerra com a Holanda (1630-1654).

A capela do Engenho Apipucos já existia em 1645, quando por duas vezes foram a povoação e seu templo saqueados por soldados da milícia da Companhia das Índias Ocidentais. Na ocasião, foram as imagens do templo destruídas e suas alfaias queimadas, obrigando o velho e enfermo Gaspar de Mendonça a se esconder, com seus filhos, em matas das redondezas. Por essa época, tinha a capela por protetora Nossa Senhora da Madre de Deus e, por capelão, o padre João Dias, que, em 7 de outubro de 1645, assinou, juntamente com outros gentis homens, o Termo de Aclamação da Liberdade Divina, dando força à Insurreição Pernambucana.

A capela passou a dedicar sua devoção a Nossa Senhora das Dores em data que não se pode precisar. Pereira da Costa afirma que, compulsando um documento de 1783, dispunha ela de custosas alfaias, um crucifixo de marfim com três palmos de altura, todo aparelhado em prata com coroas e adornos das imagens no mesmo material. Uma reforma, ocorrida em 1887, porém, destruiu seus altares em talha dourada, “em que se via a imagem da padroeira e fizeram tudo de alvenaria, acaso sob o plano de algum boçal mestre-pedreiro”. 

Do antigo engenho resta, em nossos dias, a Igreja de Nossa Senhora das Dores e, segundo a tradição, uma parte da senzala dos escravos “que corre paralela ao lado da mesma capela”.
Apipucos ou Apopucos, como aparece em antigos documentos, tem sua origem no tupi, corrutela de apé-puc, e significa “caminho que se divide ou se parte, encruzilhada, encontro de caminhos”. Pereira da Costa, com base em mapa do século XVII, é da opinião de que seria “a existência de dois caminhos que se conjugavam no local onde se assenta a povoação”.

Apipucos também foi, no início do século XIX, uma aprazível e concorrida estância balneária, chegando a possuir até um hotel e linha de diligências que fazia ligação com o centro do Recife. Foi, por muitos anos, o paraíso dos estrangeiros que para aqui vinham em busca dos ares de seu clima.

Despertou a atenção de inúmeros viajantes, dentre os quais o negociante francês Louis-François de Tollenare (1780-1853) que, vivendo no Recife em 1817, foi testemunha presencial do movimento republicano ocorrido naquele ano e nos deixou importantes depoimentos sobre hábitos, festas (o entrudo, inclusive), usos, costumes e vida familiar da sociedade de então. Numa de suas descrições, escritas num domingo, ele pinta com cores vivas o costume dos “banhos medicinais” no Rio Capibaribe, onde os “passadores de festas” reuniam-se em localidades como Apipucos para usufruir das delícias daqueles banhos coletivos: 

(...) é nas margens do Capibaribe que cumpre ver famílias inteiras mergulhando no rio e nele passando parte do dia, abrigadas do sol sob pequenos telheiros de folhas de palmeira; cada casa tem o seu, perto do qual há um pequeno biombo de folhagens para se vestir e despir.

As senhoras da classe mais elevada banham-se nuas, assim como as mulheres de cor e os homens. À aproximação de alguma canoa mergulham até o queixo, por decência, mas o véu é demasiado transparente! Vi nestes banhos a mãe amamentando o filho, a avó mergulhando ao lado dos netos, e as moças da casa, traquinando no meio dos seus negros, lançarem-se com presteza e atravessarem o rio a nado.

A posição do corpo requerida por este exercício não deixa ver a quem passa nem o seio nem parte alguma da frente do corpo, de sorte que elas consideram o pudor resguardado; mas, há outras formas não menos sedutoras que o olhar pode contemplar à vontade.

Confesso que fiquei tão surpreendido quanto encantado ao encontrar um dia, nesse estado de náiades sem véu, as senhoritas M..., filhas de um dos primeiros negociantes da praça.

Aliás, se os passeantes, deslumbrados por tantos atrativos, testemunham curiosidade impertinente, num fechar de olhos as lindas anfitrites dão um mergulho e vão reaparecer na superfície d’água vinte passos mais adiante.

Graças à sua população flutuante, particularmente no período das festas do final do ano, Apipucos foi uma das primeiras povoações do Recife a dispor de um sistema de transporte coletivo. Tal novidade só apareceu em 1847, com a ligação por diligência entre o Recife e Olinda, mas em 1852 já atingia a povoação de Apipucos. O uso da diligência, como se depreende dos desenhos de Luís Schlappriz litografados por Francisco Henrique Carls (1863), foi uma rotina para a população do Recife até 1876. 

A diligência era chamada de ônibus, originária da expressão latina: para todos. A passagem fora fixada ao preço de 1 mil réis e seus serviços eram explorados por Cláudio Dubeux, comerciante de pólvora também residente em Apipucos, localidade onde faleceu em 13 de janeiro de 1881.

O RECIFE ANTIGO

SAIBA COMO APROVEITAR O SAO JOAO DE RECIFE


Festas vão contar com músicos conhecidos e arraiais descentralizados. Visitantes podem também curtir pontos turísticos e comida regional



Aproveitar o São João na Região Metropolitana do Recife não é difícil. As opções de locais são variadas e voltadas a públicos diversos. Da Zona Norte à Zona Sul do Recife, em Olinda, Jaboatão e nas outras cidades da RMR, as festas não param. Ao contrário do Carnaval, não é época de sol forte e propícia para se bronzear nas praias, mas a cidade é acostumada a receber bem os turistas em qualquer ocasião. Correr para o Agreste e para o Sertão é sempre uma boa ideia, mas para quem prefere ficar na capital e nos arredores, há sempre uma opção para sentir o gostinho do interior na grande cidade. 

Apesar da crise econômica do país, os forrozeiros locais prometem uma festa arretada, como sempre. A sanfoneira Terezinha do Acordeon, por exemplo, diz que o recifense precisa se unir e se animar para fazer uma festa bonita, e que vai "se esforçar contra a crise". O portal Pernambuco.com elaborou um roteiro de locais para você visitar no Grande Recife durante o cilco do São João e aproveitar bem o clima local.

Uma atração é o projeto Eu Amo Minha Rua, organizado pela Prefeitura do Recife, que consiste em premiar, com um show de Maciel Melo e de um trio pé-de-serra, os moradores da rua que tiver a melhor decoração para o São João. Outras nove ruas serão selecionadas e também receberão um trio musical. Maciel não desanima nunca. "Apesar da quantidade reduzida de shows, a tradicional animação será mantida", afirma.




Como se fosse no interior

O forrozeiro Rogério Rangel indica o Sítio da Trindade, em Casa Amarela, Zona Norte do Recife, como um dos melhores lugares para se curtir as festas de junho e um bom "forró gonzaguiano", como classifica o cantor. O local, cuja fundação remete ao Forte do Arraial do Bom Jesus, dos tempos da Invasão holandesa a Pernambuco (1630-1654), é um dos polos de São João que mais atrai grandes números de pessoas durante as festividades. Os tradicionais concursos de quadrilhas juninas e quadrilhas infantis serão atrações desta 31° edição. O lugar, onde Alceu Valença também vai se apresentar este ano, também é o preferido de Terezinha do Acordeon e Maciel Melo. 

Palco para grandes shows

Outro ponto tradicional em termos de festas é a Praça do Arsenal da Marinha, no Recife Antigo. Revitalizada na década de 1990, a praça anualmente ambienta o arraial Antôno Baracho para quadrilhas juninas e bandas. As principais atrações para 2015 são Elba Ramalho, Genival Lacerda, Nando Cordel, Jorge de Altinho, Maciel Melo, Quinteto Violado, Silvério Pessoa e Petrúcio Amorim. O São João do Arsenal começa a funcionar no dia 19 de junho. Serão cinco noites de muito forró, com as atrações se apresentando a partir das 19h. 


Território do pé-de-serra 

A Sala de Reboco, no Cordeiro, fará uma homenagem, na véspera de São João, a Mestre Camarão, falecido em abril. Aclamada como a casa do "autêntico pé-de-serra", o local foi inaugurado em 1999, e desde então vem atraindo um público fiel. O sobrado funciona todas as quintas, sextas, sábados e vésperas de feriado, a partir das 22h, e conta com a já conhecida programação pé-de-serra que pode ser conferida clicando em seu site. A programação do São João, com todos os polos promovidos pela Prefeitura do Recife, foi divulgada e pode ser conferida abaixo.


Atrações turísticas

O pessoal que vem de fora aproveitar o São João no Recife pode visitar diversos pontos turísticos da cidade e se sentir no interior. O Centro de Artesanato de Pernambuco (F.: (81) 3181-3451), na Praça do Marco Zero, se tornou uma vitrine essencial para os artesãos do estado e é um equipamento criado para impulsionar a ocupação do centro da cidade nos finais de semana.


Francisco Brennand mantém sua famosa oficina ceramista no bairro da Várzea, zona oeste do Recife. O espaço se tornou sede dos trabalhos do artista em 1971, surgido das ruínas da antiga fábrica Cerâmica São João, administrada pelo pai do artista. São mais de duas mil peças em exposição, cujos temas variam entre natureza e sexo. A Oficina conta ainda com uma loja-café a Capela de Nossa Senhora da Conceição. As visitas acontecem de segunda a sexta-feira, a partir das 8h. Os ingressos custam R$ 10, com direito a meia-entrada.

Os mercados públicos do Recife e de Olinda também são uma boa pedida para os turistas. O de São José foi erguido em 1875 e é uma das primeiras construções do país a ter estrutura toda em ferro. Em seu interior, é possível adquirir objetos em barro, madeira, palha e fibra, além do bom caldo de cana moída na hora. O da Boa Vista foi construído no início do século XX, em meio a um conjunto arquitetônico composto por casario e as igrejas de Santa Cruz e de São Gonçalo.

Conta com 63 boxes, que comercializam gêneros alimentícios como frutas, cereais, verduras, carnes e peixes, além de abrigar armarinhos, salão de beleza e praça de alimentação. As estruturas e funcionamento dos mercados do Recife e de Olinda se assemelham e podem ser acompanhados no Pernambuco.com.


Onde comer

A culinária pernambucana é reconhecidamente uma das mais procuradas do Brasil. Para o São João, restaurantes regionais e padarias da capital e da Região Metropolitana estão a postos para o cliente que procura um bom prato típico. O restaurante Parraxaxá, tanto em Casa Forte quanto em Boa Viagem, funciona das 8h às 23h e conta com forró pé-de-serra todos os sábados. O buffet de pratos regionais custa R$ 54,90/kg, de segunda a sexta-feira, e R$ 58,90/kg, aos sábados, domingos e feriados. 


Já a Oficina do Sabor, na Cidade Alta de Olinda, está há quase 23 anos no mercado. A casa é decorada com a arte popular pernambucana, dando valor a quadros e artesanato locais em geral. As toalhas de mesa são feitas e pintadas à mão por artistas pernambucanos. O local tem capacidade para receber até 130 pessoas e, de seus terraços, é possível ter uma bela vista de Olinda e do Recife. Para consumir o prato-chefe da Oficina, o jerimum recheado com camarão, que serve duas pessoas, é preciso pagar R$ 14. Já a carne de sol, também para duas pessoas, custa R$ 93. 

Na Zona Sul do Recife, o Chica Pitanga é uma outra alternativa de culinária regional. O buffet, no almoço, de segunda a sexta-feira, custa R$ 62,90/kg, passando para R$ 69,90/kg, aos sábados, domingos e feriados. Já durante a noite, valorizando as comidas de milho, o restaurante também oferece uma boa variedade de bolos, como o de rolo, o pé-de-moleque e o Souza Leão. 

O Jabá Regional e Pizzaria, em Piedade, Jaboatão dos Guararapes, é mais uma opção. A decoração é tipicamente nordestina, com sanfonas, artesanato em barro, balões e garçons usando chapéus de couro. Também há uma fogueira para os próprios clientes assarem milho. De quinta a sábado, a casa, que tem dois ambientes para comportar até 500 pessoas, conta também com shows de forró. Dentre os pratos mais pedidos, os cubos de jabá ao coco na moranga servem até três pessoas e sai por R$ 62,62. O restaurante fica na Avenida Bernardo Vieira de Melo, 1100, e o telefone é o (81) 3093-2770.

A tradicional padaria Roque é uma das mais antigas do Recife e fica no bairro de Jardim São Paulo, Zona Oeste. O espaço foi ampliado recentemente para também abrigar um restaurante. O self-service do local conta com pratos como charque nordestina, maminha ao ponto, iscas de fígado acebolado e carne ao molho imperial, além de doces, bolos e comidas de milho. 

Programação São João 2015 from Marcela Assis

EXPOSIÇÃO NO RECIFE REÚNE OBRAS DE ARTISTAS MODERNOS PERNAMBUCANOS

Mostra na GaleriaSete tem trabalhos de Cícero Dias e Lula Cardoso Ayres.
Espaço na Zona Sul da capital também exibe obras de outros cinco artistas.


Obras de Cícero Dias, Vicente do Rego Monteiro, Lula Cardoso Ayres e mais quatro artistas marcam a mostra de estreia da GaleriaSete, em Boa Viagem, na Zona Sul do Recife. A exposição 'Sete_Modernos', que reúne trabalhos dos principais artistas modernos pernambucanos, poderá ser conferida até 11 de agosto. A visitação é aberta ao público de segunda a sexta, das 10h às 19h.

Uma tela de Cícero Dias da década de 1940 é um dos destaques da mostra. A produção desse período – que resulta nas pinturas mais importantes do pernambucano, criadas quando ele estava exilado em Portugal, encontra-se na Pinacoteca de São Paulo, no MAM (RJ) e no acervo dos principais colecionadores do mundo. As obras refletem grande influência do cubismo, fato justificado pela estreita relação de amizade de Cícero com Pablo Picasso.

Tela de Vicente do Rego Monteiro retratando Nossa

Senhora da Conceição está na mostra
(Foto: Divulgação/GaleriaSete)

Também em 1940, Vicente do Rego Monteiro pintou três telas retratando Nossa Senhora da Conceição. Uma delas está exposta no Museu do Estado de Pernambuco. Outra integra a coleção do marchand Jean Boghici, no Rio de Janeiro. A terceira obra reapareceu em 2014 e foi adquirida pela GaleriaSete. A madona de Vicente, o 'elo perdido' dessa tríade, estará na mostra.

‘Ex Votos’, obra-prima de Lula Cardoso Ayres, datada de 1952, foi escolhida pelo próprio artista para o cartaz e o catálogo da sua maior exposição retrospectiva, no Palácio do Itamaraty, em 1972. Recentemente, o tesouro foi redescoberto pelo curador do Masp, que o requisitou para integrar a mostra ‘Histórias Mestiças’, realizada no Instituto Tomie Ohtake (SP), ano passado. Parte do acervo da GaleriaSete, a tela do mestre Lula Cardoso Ayres será, pela primeira vez, apresentada ao público pernambucano.

Além dessas obras, a GaleriaSete também recebe trabalhos de Francisco Brennand, João Câmara, Reynaldo Fonseca e José Cláudio. O espaço está localizado no Recife Trade Center. A curadoria é de Daniel Maranhão e Thomaz Lobo, sócios da galeria e colecionadores há mais de três décadas.

Serviço
Exposição 'Sete_Modernos'
Visitação até 11 de agosto, de segunda a sexta, das 10h às 19h
GaleriaSete - Recife Trade Center, Av. Domingos Ferreira, loja 71, Boa Viagem, Recife
Informações: (81) 3325-1656

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2015/06/exposicao-no-recife-reune-obras-de-artistas-modernos-pernambucanos.html

ARRASTA-PÉ E ANIMAÇÃO NO SAO JOAO DA TERCEIRA IDADE


Aproximadamente dez mil pessoas participaram, nesta terça-feira, da 12ª edição do São João da Pessoa Idosa, no Chevrolet Hall, em Olinda. O arrasta-pé foi animado pela banda Tangará.


A iniciativa foi articulada para assegurar os direitos sociais do idoso recifense. A realização do evento se enquadra na garantia ao lazer, visando a manutenção da vitalidade física e mental da pessoa idosa, além da vivência de forma intergeracional de uma das mais tradicionais manifestações da cultura local: os festejos juninos. 


O arraial integra o conjunto de ações da Secretaria de Desenvolvimento Social e Direitos Humanos. O prefeito Geraldo Julio também participou do evento.

http://www.diariodepernambuco.com.br/app/noticia/vida-urbana/2015/06/16/interna_vidaurbana,581564/arrasta-pe-e-animacao-no-sao-joao-da-pessoa-idosa.shtml

PESQUISA RESGATA HISTORIAS DE ARTISTAS INVESTIGADOS E FICHADOS EM PERNAMBUCO ENTRE 1934 E 1958


Criado em 2012 pela carioca Clarice Hoffmann, projeto divulga arquivos na internet


Recife, 1944. A atriz e cantora Anita Palmero está de passagem pela cidade, em turnê. Moradora do Rio, a espanhola naturalizada argentina, de 42 anos, é conhecida das rádios portenhas. Uma noite, conversa animada com militares americanos no Grande Hotel, sem saber que comete uma violação. Suas gargalhadas são escandalosas para autoridades que a observam de uma mesa próxima. Advertida, ri ainda mais e acaba levada pelo secretário de Segurança Pública, Etelvino Lins. A partir daí, passa a ser investigada pela Delegacia de Ordem Pública e Social, que depois daria origem ao Departamento de Ordem Pública e Social (Dops). Agora, 71 anos depois, a história vem à tona, como parte do “Obscuro fichário dos artistas mundanos”.


O projeto foi criado em 2012 pela carioca Clarice Hoffmann, com patrocínio do Itaú Cultural e do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura. E consiste na divulgação, por enquanto em um blog (obscurofichario.com.br) e no Facebook (www.facebook.com/obscurofichario), de arquivos encontrados pela jornalista e produtora cultural no Dops de Pernambuco. Em 2004 Clarice fazia uma pesquisa sobre mulheres negras no local quando comentou com uma historiadora que sua avó, conhecida como Gusta Gamer, era atriz e tinha sido fichada pela polícia. Acabou encontrando assim uma série de documentos sobre pessoas que tinham ligação com a área artística. São 404 fichas das letras M a Z produzidas pelo Dops entre 1934 e 1958 para monitorar artistas em trânsito por Pernambuco. Cerca de 60% são mulheres; e 40%, estrangeiros. Os arquivos das letras A a L não foram encontrados — acredita-se que tenham sido perdidos em algum acidente envolvendo água, já que parte do material descoberto estava molhada. Um cruzamento de dados, no entanto, permitiu aos pesquisadores estimar que tenham havido mais de 1.100 fichas.

— Sem querer, acabaram criando documentos importantes sobre um circuito underground, da boemia. A ideia de mundano vem daí, do fato de esses artistas serem da noite, estarem ligados aos prazeres do mundo, sempre de passagem — comenta Clarice ao explicar o nome do projeto, atualmente em fase final de pesquisa, na qual a equipe procura mais informações sobre os personagens em bibliotecas, jornais e revistas.

A ficha de Sixto Argentino Gallo é um dos exemplos que se enquadram bem na classificação. “Menor homem do mundo”, ele era uma das 200 atrações do Circo Hispano-americano, que chegava ao Recife em 1950. No jornal “Diário da Manhã” daquele ano, o espetáculo era anunciado como “o mais moderno já visto na capital”.

A lista do Dops incluía artistas famosos, como Dalva de Oliveira e Grande Otelo, grupos de teatro e integrantes da indústria do entretenimento que então se formava. Mas são os “mundanos” que mais chamam a atenção. Personalidades como Norberto Americo Aymonino, transformista argentino, que costumava se apresentar no Rio, com passagens pelo Recife. Foi fichado numa delas, em 1942. Desde 1941, Aymonino conquistava o público local em suas participações na Festa da Mocidade. Reportagem daquele ano, no “Diário da Manhã”, afirmava que Aymond, como também era conhecido, se apresentava “em toilette feminina”, com “voz, corpo, pele, braços e pernas de mulher”. O texto terminava com a pergunta: “No caso de mobilização, qual seria a situação de Aymond, o transformista?”

Enquanto a sexualidade do artista era questionada, Maria Montezinos, considerada “a mais absoluta das bailarinas espanholas”, surgia como “cosmopolita e provocante”. Fichada pelo Dops em 1939, ela fora notícia no “Correio Paulistano”, um ano antes, bradando contra Romeu: “O que mais me desagrada (...) é a falta de iniciativa. Se tivesse sugerido a Julieta que fugissem juntos, ela, apaixonada como estava, tê-lo-ia acompanhado de olhos fechados. Mas Romeu, estúpido, preferiu a isso ficar ridiculamente pendurado na escada de corda, atirar-se ao chão na cela de frei Lorenzo e ingerir, num cemitério, como uma costureirinha qualquer, uma pastilha de sublimado. Horrível!”.

Para Durval Muniz de Albuquerque Júnior, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte e consultor do projeto, a forma como Maria e outros artistas são descritos nas fichas do Dops casa com o contexto de fiscalização da época:

— A categoria artista já é suspeita por si só. São pessoas que mudam de nome, e muitas mulheres foram investigadas porque, numa cultura machista, desconfia-se de quem trabalha à noite. Além disso, os corpos que não correspondiam ao padrão eram criticados. O período Vargas é marcado pelo pensamento eugenista, quando alguém podia ser criminoso só por conta de sua constituição corpórea. Anões e mulheres barbadas, por exemplo, eram acompanhados de perto.

O professor esclarece ainda que nômades historicamente foram alvo de suspeita para o Estado, assim como os comunistas no período estudado pelo “Obscuro fichário”. Os Cossacos de Kuban, portanto, representavam ameaça dupla. Formado por artistas russos, expatriados depois da revolução de 1917, o grupo se apresentou pelo Brasil com espetáculos que envolviam equitação.

— Depois, cada um foi procurar emprego para conseguir se manter aqui — conta o artista pernambucano Paulo Bruscky, de 66 anos, filho do “cossaco” Eufemius Bruscky e que só descobriu a ficha do pai a partir do contato de Clarice. — Eu já andava atrás do fio da meada dos Cossacos, mas foi graças a ela que cheguei às informações do Dops. Foi uma das emoções mais fortes que já tive, porque era uma lacuna. É mais um episódio obscuro passado a limpo — diz Bruscky, que pretende lançar um livro sobre o grupo, que teve integrantes fichados e outros investigados, como seu padrinho, Timóteo Scrypnik.

‘O QUE VIVEMOS E O PERIGO QUE ISSO SIGNIFICA’

A investigação ia além do fichamento, com uma pasta reunindo vários documentos sobre a pessoa. Aconteceu com Nilo Scansetti, entre outros. Considerado um “artista enciclopédico” por saber dançar, cantar e tocar, Nilo foi gerente das casas noturnas Casino Atlântico, Taco de Ouro e Imperial Casino. Já havia sido acompanhado por suas atividades, e ainda foi acusado de embarcar num navio sem passagem. Sua pasta continha 19 documentos, entre telegramas, fotos, cartão de visita, bilhetes e até notas de compras de tecido.

Muitos artistas eram seguidos pela polícia, como ocorreu com Boris Popoff. Um dos sócios do Bar Restaurante Familiar Tabu, que recebia sempre os Cossacos de Kuban, o russo era também representante de um laboratório de remédios. Pelas viagens rotineiras e por ser considerado “inteligente, ardiloso, falastraz e com respostas sempre prontas e hábeis”, levantou suspeitas de que seria agente internacional. E até o cardápio de seu bar foi anexado à investigação: os nomes estrangeiros dos pratos poderiam ser um código.

No cerco do Dops chama a atenção também a história da bailarina e contorcionista Rita Gouillaux, investigada por apresentar diferentes dados, dizendo-se francesa e italiana; solteira e casada; doméstica e artista. Rita aparece também com outros nomes, como Jacque Line Rolland.

— Foi uma tática muito adotada — diz Clarice, lembrando que será lançada uma convocatória para que artistas possam desenvolver trabalhos inspirados nas histórias. — Numa ditadura, os primeiros forçados a se calar são os artistas. Num momento em que alguns falam na volta desse regime, trazer à tona essas histórias dá a dimensão do que vivemos e do perigo que isso significa.

Fonte: O Globo

TEATRO SANTA ISABEL, O TEATRO MONUMENTO


O Teatro de Santa Isabel (TSI), inaugurado em 1850, é hoje um dos 14 teatros-monumento do país reconhecido como Patrimônio Histórico e Artístico Nacional, título que ganhou em 1949. Sua história tem páginas repletas de óperas, dramas, concertos, comédias, torneios de oratórias, solenidades cívicas e políticas, bailes, festas e jantares. O teatro tem sido um palco para o Recife, em todos os aspectos: políticos, sociais e culturais. O TSI tem ainda o privilégio de ser, junto com o Palácio do Campo das Princesas e o Palácio da Justiça de Pernambuco, parte dos belíssimos exemplares da arquitetura neoclássica que emolduram a histórica Praça da República, bem no coração da Ilha de Santo Antonio, centro do Recife.



Em 165 anos de existência, o teatro já passou por três reformas. A mais recente foi concluída em 2002 e consumiu recursos da ordem de R$ 8,5 milhões. A arquitetura neoclássica do início do século XIX está agora aliada à modernidade. A reforma fez uso da tecnologia que permitiu inovações na estrutura do teatro e no conforto para os espectadores. A arquitetura original está preservada, mas novos recursos tecnológicos foram implantados como ar-condicionado para todas as áreas do teatro, varas automáticas para luz e cenário, cabine de som e luz informatizados.



Além do hall, camarins, palco, galerias, o teatro oferece entre suas belas instalações o Salão Nobre, local perfeito para realização de saraus literários e concertos de câmara, assim como a cafeteria com design atual e detalhes de época, que proporciona ao visitante um delicioso cardápio de cafés e lanches rápidos. O teatro também é sede da Orquestra Sinfônica do Recife.


PORQUE O CARNAVAL DO RECIFE E DE OLINDA, SÃO OS MELHORES CARANAVAIS DO MUNDO


1) Tem o melhor jazz do planeta, o frevo. De Capiba, Nelson Ferreira às reinvenções de Spock e banda Eddie.


2) Não tem corda para separar os foliões com-abadás da “pipoca”. E olhe que Pernambuco foi a terra-mor da Casa Grande & Senzala.

3) Tem o Homem-da-meia-noite, o maior e mais elegante galanteador da história.

4) Tem música para quem obrigatoriamente não curte som de carnaval, vide festival Rec Beat.

5) Tem o Urso Mimoso de Afogados e mais uma centena de agremiações do gênero.

6) As meninas erotizam nas fantasias com sinceridade – vide as jambo-girls mais lindas do planeta.

7) Os maracatus formam o espetáculo mais psicodélico de todas as galáxias.

8) Tem Nação Zumbi. Ponto.

9) A festa “Sem Loção” radicaliza e “toca o puteiro” na zona portuária.

10) As Coroas de Aço Inox, lindas afilhadas de Balzac, provam que a beleza não carece de botox. Elas fazem a festa da zona norte no Hipódromo.

Evoé, Momo!

Crônica carnavalesca diária aqui no blog. Direto do Hellcife. Vem brincar comigo. De máscara sou mais bonito!

TV Nordeste: www.nordeste.tv

http://xicosa.blogfolha.uol.com.br/2012/02/16/por-que-o-carnaval-do-recifeolinda-e-o-melhor-do-mundo/

.

VENEZA WATER PARK - MARIA FARINHA - PERNAMBUCO


Inaugurado em 22 de Maio de 1999, o Veneza Water Park trouxe mais alegria, diversão e aventura para o litoral norte de Pernambuco. Idealizado por um empresário pernambucano, o Sr. Teones Barbosa de Souza – que desejou investir em sua terra natal após se firmar em Brasília/DF – o parque é sinônimo de diversão e beleza. Possui uma área de 90.000 m² onde se distribuem mais de trinta atrações, entre elas, as tão conhecidas pelos visitantes: ANACONDA, RIO LENTO e PISCINA COM ONDAS.

A inspiração surgiu em Veneza (Itália), região muito apreciada pelo Sr. Teones em suas muitas viagens para fora do país. Vê-se inclusive, uma réplica da “Ponte dos suspiros” na entrada principal do parque. Não fugindo às raízes, a cultura pernambucana aqui também é lembrada em algumas atrações como, BUMBA’S BAR – menção ao BUMBA-MEU-BOI. O parque foi feito para os pernambucanos, porém, hoje é ponto de visita primordial de muitos visitantes – brasileiros e estrangeiros – que optam pelo nordeste brasileiro, no momento de tirar suas férias.

Durante estes quinze anos, o Veneza foi palco de grandes emoções como grandes shows, casamentos, homenagens, comemorações etc. Muitos famosos e anônimos passaram por aqui desfrutando deste maravilhoso equipamento turístico e todos foram recebidos com o habitual sorriso caloroso do povo pernambucano. No decorrer destes quinze anos, muitos slogans identificaram o Veneza Water Park, mas podemos reunir da seguinte forma: Veneza Water Park – “O maior do Brasil”, proporciona “Diversão tamanho família” e, já que “Aqui é a sua praia”, venha tomar “Um banho de alegria”.


Sites Oficial: www.venezapark.com.br

.