NOVO TERMINAL MARÍTIMO DO RECIFE



Conheça o terminal marítimo de passageiros da capital pernambucana, 
o primeiro que ficou pronto para a Copa do Mundo de 2014.

ARMAZÉNS DO PORTO DÃO NOVO FÔLEGO AO RECIFE ANTIGO

Bares e restaurantes compõem o complexo gastronômico instalado nos antigos armazéns 12 e 13 do Porto do Recife. Aproveite o fim de semana para conhecê-lo

https://www.facebook.com/armazensdoporto

No último dia 22 de outubro, foi inaugurado o Armazéns do Porto. Trata-se de um complexo gastronômico erguido onde funcionavam os antigos armazéns 12 e 13 do Porto do Recife. Após uma longa reforma, a estrutura original se manteve para abrigar 15 lojas. Parte delas já está aberta ao público, enquanto outras seguem em obra. "Além das sete que já estão em funcionamento, nosso objetivo é inaugurar mais três opções até o fim do ano", explica Eduardo Lemos, representante do empreendimento Porto Novo Recife, responsável pela licitação obtida frente ao governo do estado.

Em localização privilegiada, o Seu Boteco vem sendo considerado o carro-chefe da iniciativa. Com vista para a praça do Marco Zero, a megaloja possui 300 m². O investimento foi de R$ 1 milhão. "O público é bem variado: gente que trabalha no centro, jovens que vêm pra o happy hour, famílias no fim de semana...", percebe Gustavo Satou, no comando da franquia da Ambev. No rol das comidas, o casquinho de caranguejo sai a R$ 7,90. O prato executivo que reúne picadinho de alcatra, arroz branco, ovo estalado, couve refogada e farofa de bacon custa R$ 23,90. De sobremesa, a clássica cartola fica por R$ 14,90. O destaque, no entanto, é o cardápio de cerveja. Da mais barata, a Cristal de 355 ml por R$ 6,20 aos 500 ml da alemã Franziskaner Hefe por R$ 25.

A outra megaloja já inaugurada dialoga com esse clima de barzinho. A Cervejaria Devassa, enfim, chegou ao Recife. E pronta para receber até 400 pessoas. A decoração aqui é ainda mais descontraída. Sofás vermelhos convidam o cliente a ficar por mais tempo. O suficiente para experimentar as cinco opções de chope Devassa. Loura, Sarará, Negra, Ruiva ou Índia, não importa. Os preços variam de R$ 4,90 a R$ 10,90, a depender do tipo e do tamanho. O horário de funcionamento corresponde ao do Seu Boteco: domingo, segunda e terça, das 11h às 22h; quarta, das 11h à 00h; e quinta, sexta e sábado, das 11h às 3h. Ambos estão em esquema soft opening, mas o atendimento segue a todo vapor.

Além das megalojas, outros estabelecimentos já dão as caras. Quer um cafezinho? O São Brazz Coffee Shop marca presença. O expresso sai por R$ 4,60. Prefere um sorvete na hora do lanche? A pernambucana Fri-Sabor oferece uma bola por R$ 6,50, duas por bolas por R$ 9 e três bolas por R$ 12. No copo ou no casquinho. Prefere um temaki? A comida japonesa caiu no gosto do recifense. Um cone de salmão completo mata seu desejo por R$ 14,90. Independentemente do que for escolhido, o Armazéns do Porto vale também pela vista. Da maioria dos estabelecimentos, pode-se ver o Parque de Esculturas Francisco Brennand. Da sacada do primeiro andar, cujo espaço deve ser preenchido por escritórios, a paisagem é ainda mais bonita. O acesso é livre.

A caminho do Terminal Marítimo de Passageiros do Porto do Recife, o casal Thiago Bonatto e Bruna Santos resolveu fazer um pit stop para o almoço, antes de embarcar em um cruzeiro rumo a Salvador. Primeira vez deles no Recife. "Passamos pelas famosas pontes no trajeto pra cá. Fiquei encantado", comenta o publicitário. Bruna conta ainda que pensou em almoçar em um shopping perto dali, como haviam sugerido. Mas optou pelo Seu Boteco. “Além de ser mais perto do terminal, tem essa vista”. Enquanto chegavam com as malas de rodinha, um grupo de empresários se acomodava para uma reunião no horário do almoço. A ideia é essa. Virar ponto de encontro tanto de turistas como de recifenses.

http://www.pernambuco.com/app/noticia/turismo/45,30,46,15/2014/11/07/interna_turismo,541348/armazens-do-porto-da-novo-folego-ao-recife-antigo.shtml

Armazéns do Porto supre demanda de quem trabalha no centro durante a semana ou passeio nos sábados e domingos. 

Seu Boteco promete reunir turistas e recifenses em uma localização privilegiada. Foto: Annaclarice Almeida/DP/DA Press

Sofás vermelhos da Cervejaria Devassa decoram o ambiente. Foto: Annaclarice Almeida/DP/DA Press

São Braz Coffee Shop já está em funcionamento. Foto: Annaclarice Almeida/DP/DA Press


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DERBY (CENTRO COMERCIAL) - O 1º SHOPPING CENTER DO BRASIL


O Derby Centro Comercial, ou simplesmente Derby foi um centro comercial e de lazer concebido e construído pelo empreendedor Delmiro Gouveia e foi inaugurado num subúrbio do Recife em 1899, no local onde houvera um hipódromo. O empreendimento inédito no Brasil, fora inspirado na Exposição Universal de Chicago, de 1893 e seu mercado reflete o Fisheries Building, projetado por Ives Cobb para aquela exposição.

O empreendimento incluía mercado, hotel, cassino, velódromo, parque de diversões e loteamento residencial e causou admiração junto a segmentos da população do Recife, que se orgulhavam deste empreendimento a colocar a cidade em sintonia com o que havia de mais moderno e sofisticado no mundo da época. Expressão de progresso e civilidade, o Derby era um centro de diversões modernas que levou ao Recife os prazeres desconhecidos, produzidos com o auxílio da técnica e da ciência.



O empreendimento contava com um dos melhores hotéis da América do Sul; o Hotel do Derby, que era considerado moderno em todos os sentidos, e prestava um padrão metropolitano de serviços. O mercado do Derby foi um dos maiores do gênero, no Brasil, e estava bem equipado para os negócios que diariamente nele eram realizados. Nele, além dos artigos comercializados nos mercados na época como os alimentos, se vendia gelo, jornais diários, artigos para fumantes. Havia filial da Livraria Francesa, lojas de perfumarias, lojas de tecidos, de calçados, de louças, de miudezas, e outras.
Estrategicamente localizado fora do centro da cidade, numa área cercada por rios e mangues, adotava já naquela época um dos princípios de marketing que norteiam os shopping centers do século XXI: a garantia um isolamento espacial, um ambiente autônomo e com lógica própria, ideal para favorecer as compras e longe de tudo aquilo que possa dificultá-la - o barulho e o movimento das ruas, a falta de segurança, as intempéries naturais. O Derby era ligado a outras localidades por bondes de bagagem, que trafegavam de manhã, para atender seus clientes.
No Derby a diversão era a finalidade do empreendimento, e o consumo era promovido como espetáculo, distração, aventura e prazer, procurando ligaá-lo à ideia de progresso, distinção, status e bom gosto. Já naquele tempo utilizava iluminação elétrica com uso cenográfico, e seus funcionários eram orientados para atender com cortesia os clientes, enquanto a música, a variedade de comidas, bebidas e jogos formavam o espetáculo neste "Centro Comercial e de Diversões". A então magia proporcionada pela luz elétrica e pelo cinema encantavam seus frequentadores.

Era encorajada a prática de esportes, que passaram a ser símbolos de distinção social: corridas de bicicleta (com casa de apostas), regatas, ginástica, jogos de bilhar, dados e dominó, tiro ao alvo, boliche e corridas de pedestres. A exposição denominada "Paris no Derby", constitui-se "um pavilhão para exhibição de diversos apparelhos electricos de diversões".

Os jornais do Recife noticiavam que grandes multidões - de até oito mil pessoas, segundo matéria no Jornal Pequeno - frequentavam o Derby, e se constituíam num espetáculo à parte. Como os shopping centers de hoje em dia, o Derby visava a estender o consumo às horas livres, às noites, e aos dias santificados.

Destruição total

Na madrugada do dia 2 de janeiro de 1900 a polícia do governador Sigismundo Gonçalves, inimigo político de Delmiro e fiel rocista, ligado ao Conselheiro Rosa e Silva - político que comandou com mão de ferro Pernambuco de 1896 a 1911, embora morasse no Rio de Janeiro, onde foi senador e vice-presidente da república - ateou deliberadamente fogo ao Derby, num ato criminoso previamente anunciado tanto por jornais situacionistas como oposicionistas, e que causou a total destruição do empreendimento.
O jornal recifense A Província publicou, em 4 de janeiro de 1900, um telegrama atribuído ao governador Sigismundo Gonçalves para o Conselheiro Rosa e Silva: "Mercado incendiado. Delmiro preso. Saudações, Sigismundo Gonçalves".