NANDO CORDEL - PELAS RUAS QUE ANDEI


O início da carreira da Nando Cordel, tempos que chama de "período de batalha", foi vivido bem longe de Pernambuco. Como outros artistas, foi tentar a sorte em São Paulo, onde morou por dez anos, e no Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa lhe abriu portas, mas a capital pernambucana não saía do seu coração. "Não podia viver sem o Recife. Não sei o que tem essa cidade que atrai a gente. Vivia lá louco pra voltar", disse. Ao emplacar o primeiro disco, quando estorou com as primeiras canções Água na boca e Endoideceu meu coração decidiu junto a gravadora: "Vou voltar para casa!". 

"A necessidade de vir era grande demais. Recife é um porto seguro pra mim". O cantor e compositor também destaca seu carinho pelos conterrâneos. "É um povo solícito, amigo, que abre a porta da casa para as pessoas. Uma cidade maravilhosa com gente maravilhosa, o resultado só podia ser fantástico", declara o artista nascido em Ipojuca. "Tudo que aconteceu na minha vida foi aqui. Onde encontrei minha grande parceira e tive meus filhos". Sobre os cantinhos recifenses preferidos, o compositor lembra da orla de Boa Viagem, um dos locais que mais o inspiram. "Adoro Boa Viagem. Quando morei lá era rato de praia. O músico não tem horário para trabalhar. Ia para orla, ficava pensando, pintava uma ideia e escrevia. Fiz muitas canções ali na beira-mar", relembra o artista. 

Depois disso, mudou-se para Piedade, onde vive até hoje. "Lá é só moradia. Tudo que faço é no Recife. Canto no Recife, os estúdios são aqui, as relações de amizade também". Quando os amigos de fora o visitam, Nando gosta de ver a reação das pessoas, encatadas com o clima, a cultura e culinária. Ele costuma levar seus convidados para comer patinha de caranguejo, peixe e agulha frita. "Ninguém quer sair dessa terra. O Recife tem uma mágica que marca as pessoas que vêm aqui. 

É um lugar encantador", afirma. Por causa da agenda de shows atribulada com apresentações no Brasil e no mundo - Japão, Europa, Estados Unidos, América do Sul - não sobra espaço para aproveitar o que a cidade tem para oferecer. "Mesmo de longe é uma inspiração para mim. Tá na veia, na minha alma. Quando estou fora o pensamento está voltado pra cá. O sotaque aparece na minha música". Para homenagear a cidade, Nando quis fazer uma canção especial que retrata o amor que tem pelo Recife. "Todo mundo já fez frevo, balada, xote, então queria queria uma canção estilo New York, New York, cheia de glamour", disse. A canção inédita Amor ao Recife tem uma levada meio Broadway e fala de cada ponto da cidade. "Recife Merece!", completa.

http://hotsites.diariodepernambuco.com.br/viver/2014/pelasruasqueandei/index.shtml
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