AS PONTES DO RECIFE



Românticas, belas, funcionais. As pontes do Recife já viraram cartões postais da cidade. 

Saiba mais sobre elas:


Ponte Maurício de Nassau | É a ponte mais antiga da América Latina, datada de 1643. Liga o bairro do Recife ao bairro de Santo Antônio. Foi a primeira ponte construída sobre o rio Capibaribe, ainda quando o conde holandês Maurício de Nassau habitava nossa terras. Inaugurada em 1644, a ponte inicial era de madeira. Sofreu reformas em 1683 e 1742 e mudou de nome duas vezes. Em 1917 voltou a se chamar Maurício de Nassau e foi reinaugurada em concreto armado. Hoje, é uma beleza que faz parte do dia-a-dia de milhares de pessoas que trabalham no Centro do Recife e a utilizam para locomoção.

Ponte Buarque de Macedo | Ganhou esse nome em homenagem a Buarque de Macedo, ministro pernambucano que ordenou sua construção no ano de 1880. A obra levou uma década para ser concluída e inaugurada. É considerada a ponte mais extensa do Recife Antigo.

Ponte da Boa Vista | Liga o bairro de Santo Antônio ao da Boa Vista através das ruas Nova e Imperatriz. A ponte da Boa Vista foi construída em ferro batido com ladrilhos que se encaixam em formas de losangos. Por causa dos estragos provocados pelas cheias de 1965 e 1966, a ponte sofreu uma reforma e foi reestruturada em 1967.

Ponte Duarte Coelho | A atual ponte Duarte Coelho data de 1935 e foi construída onde anteriormente existia uma outra, metálica e plana, que fazia a ligação entre a Ilha de Santo Antônio e os serviços ferroviários.

Ponte Giratória | Construída em 1923 para atender às necessidades do Porto do Recife, favoreceu a passagem das embarcações a vela que ancoravam no Cais do Abacaxi. Em 1971, a ponte giratória foi substituída pela atual, Ponte 12 de Setembro, pois sua função giratória já não era mais utilizada.

Ponte Santa Isabel | Inaugurada em 1863, foi a primeira ponte de ferro do Recife. O idealizador da obra, o arquiteto francês Louis Léger Vauthier, também assinou o projeto do Teatro Santa Isabel. A ponte sofreu duas reformas: a primeira durante o governo de Dantas Barreto, em 1913, e a segunda, em 1967.

http://www.old.pernambuco.com/turismo/pontes.shtml



Livro traz curiosidades e importância histórica das pontes do Recife 'Pontes do Recife: a construção da mobilidade' será lançado nesta quarta.
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Publicação é do pesquisador José Luiz Mota Menezes, do IAHGP.

Imaginar a paisagem do Recife sem suas pontes é o mesmo que tirar a alma da cidade. O Bairro do Recife, por exemplo, seria um ilha, acessada apenas através de barcos. As zonas Sul e Norte da cidade também não teriam nenhuma ligação, gerando duas áreas praticamente isoladas. Por conta da importância que essas construções tiveram e ainda têm na construção da capital pernambucana como cidade, o pesquisador e arquiteto José Luiz Mota Menezes teve ideia de compilar informações e fotografias de mais de 30 pontes da cidade em um livro: “Pontes do Recife: a construção da mobilidade”. O lançamento ocorre nesta quarta-feira (20), no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), Boa Vista.

Como não podia ser diferente, a relação do Recife com suas águas e pontes vem desde a formação da cidade. Antes do início da ocupação holandesa em Pernambuco, já existiam pontes de madeiras ligando os diversos canais que existiam na capital. O tempo foi passando e foram surgindo estruturas de ferro e concreto, paralelamente a diversos processos de aterramento que ocorreram na cidade. Para se ter uma ideia, quando inaugurada, a atual Ponte Maurício de Nassau tinha mais que o dobro do tamanho, já que a parte de terra da cidade era bem menor.

São essas e outras curiosidades que José Luiz Mota Menezes pesquisou para a produção do livro. Ao todo, são 73 páginas contando a história das pontes, ressaltando os traços arquitetônicos, detalhes da construção, informações históricas e a importância para o crescimento econômico e cultural do Recife. A publicação é acompanhada de uma espécie de audioguia voltado para deficientes visuais e conta ainda com mapas, desenhos antigos e fotografias das pontes.

Além de se debruçar sobre as construções em si, a publicação procura destacar a relação das pontes com a cidade, daí vindo o nome “construção da mobilidade". “Nós não nos interessamos apenas pelas pontes, mas a mobilidade que elas proporcionam. E não falo só na circulação de carros, mas sobre a qualidade de vida da cidade, do que os bairros ganharam e foram se desenvolvendo”, destacou José Luiz Mota Menezes, presidente do IAHGP e membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).

O livro é produzido pela Bureau de Cultura e Turismo e conta com o incentivo do Funcultura/PE. O projeto prevê a publicação de mil exemplares, sendo 450 distribuídos gratuitamente em escolas e bibliotecas públicas do estado, universidades e associações de pessoas com deficiência visual.

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/08/livro-traz-curiosidades-e-importancia-historica-das-pontes-do-recife.html

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