SOCIEDADE PERNAMBUCANA - BLOG DO JOAO ALBERTO

Marcelo Veiga
WWW.PERNAMBUCO.TV
Este ano, como sócio fundador da TV PERNAMBUCO tive a honra de ser convidado para fazer parte do livro “Sociedade Pernambucana 2012” do conceituado e tão querido jornalista João Alberto, evento que não pude deixar de prestigiar. 

A festa de lançamento da Edição 2012 do Sociedade Pernambucana foi maravilhosa. O colunista João Alberto recebeu dezenas de pessoas no Salão Nobre da Blue Angel durante cinco horas. Entre os que passaram por lá, o vice-governador João Lyra Neto, o prefeito João da Costa, o ministro do TCU, José Múcio Monteiro, o senador Humberto Costa, Antônio Campos, José Janguiê Diniz, além de presidentes de grupos de comunicação, como João Carlos Paes Mendonça e Eduardo Monteiro.
Marcelo Veiga e João Alberto
Foi uma noite memorável, onde todos quiseram dar seu abraço em João Alberto, que está reestabelecido um mês após se submeter à cirurgia cardíaca. Confira fotos de quem prestigiou o colunista.
Ex-Prefeito de Recife João da Costa com Marcelo Veiga e sua esposa Késia
Guilherme Machado, Humberto Costa, João Alberto e João da Costa: Foto: Nando Chiappetta
João Alberto e João Carlos Paes Mendonça. Foto: Nando Chiappetta



ECONOMIA PERNAMBUCANA 2014 - CAMINHOS DE PERNAMBUCO



“A economia pernambucana está ancorada no setor de serviços (73%), depois vem indústria (22%) e agropecuária (5%). Os serviços vão continuar no topo, mas os empreendimentos vão fortalecer a presença da indústria e transformar a matriz industrial do Estado, tradicionalmente ancorada na cana”, observa o presidente da Condepe/Fidem, Maurílio Lima. Pelo Estudo dos Impactos dos Investimentos na Economia de Pernambuco (realizado pelo Condepe), só a Refinaria Abreu e Lima vai agregar R$ 6,6 bilhões ao PIB do Estado (quando entrar em plena operação). Sobre o PIB estimado para 2014 (R$ 143 bilhões), a unidade de refino significaria uma contribuição de 4,6%. A PetroquímicaSuape (complexo petroquímico integrado por três indústrias), iniciou a operação da primeira planta no início de 2013 e vai disparar as outras duas esse ano. O complexo fabricará resinas para embalagens PET e fios têxteis de poliéster.

O impacto da Fiat na economia pernambucana ainda será calculado. “Ainda não fizemos esse estudo, mas sabemos que será importante e maior do que o inicialmente previsto porque o projeto da montadora mudou e, ao invés de fabricar carro popular, a Fiat vai produzir veículos de maior valor agregado, o Jeep Renegade. Com isso, a cadeia e os insumos na produção vão mudar”, explica o coordenador técnico do estudo do Condepe, Wilson Grimaldi. Além do investimento de R$ 4 bilhões realizado pela empresa, o parque industrial integrado por 16 fornecedores vai agregar outros R$ 2 bilhões. Todo o complexo automotivo vai turbinar o mercado de trabalho no Estado em 8 mil postos.

Além da Fiat, outros empreendimentos da Zona da Mata Norte ganham ritmo em 2014. O ano marca a conclusão da obra física e das instalações da Empresa Brasileira de Hemoderivados (Hemobrás). “2014 será fundamental para nós. Até o final do ano vamos contratar 120 profissionais aprovados em concurso, além de aumentar a distribuição do nosso primeiro medicamento autorizado pela Anvisa (Hemo-8R) e de realizar investimento de R$ 180 milhões na planta”, destaca o presidente da Hemobrás, Rômulo Maciel Filho.

Em ano eleitoral, o governo federal vai se empenhar em acelerar o ritmo de obras de infraestrutura. A Transnordestina foi desmobilizada há sete meses, depois da saída da Odebrecht do projeto, e está em fase de contratação das novas empreiteiras para ser retomada. A transposição também enfrentou problemas de mudanças de construtoras. “Na transposição, não penso que o governo federal vai conseguir alocar muito dinheiro, na medida em que estamos numa situação fiscal delicada. A Transnordestina tem problemas de outra natureza. Não acredito numa aceleração das duas obras”, diz o economista Sérgio Buarque.

Em Suape, o polo naval ganha corpo com a entrega do primeiro navio do estaleiro Vard Promar e a aceleração do cronograma do Atlântico Sul. Foram os estaleiros, aliás, que iniciaram o processo de redesenho da economia pernambucana.

PERNAMBUCO É SÓ CHEGAR


Nos últimos anos, o fluxo de turistas em Pernambuco tem aumentado consideravelmente. No ano passado, o Estado recebeu 4,5 milhões de turistas, um crescimento de 7,05% em relação a 2010, quando 4,2 milhões de pessoas visitaram os principais destinos turísticos pernambucanos.


Com o objetivo de incrementar o fluxo de turistas, a Secretaria de Turismo de Pernambuco, por meio da Empetur, realizou o Workshop Pernambuco é Só Chegar em sete cidades brasileiras com o objetivo de apresentar toda a potencialidade turística do Estado. A primeira cidade a participar do workshop foi Campo Grande (MS).

1.750 agentes e operadores de turismo de Campo Grande (MS), Cuiabá (MT), Curitiba (PR), Porto Alegre (RS), Maringá (PR), Uberlândia (MG) e Goiânia (GO) forão capacitados para vender Pernambuco como destino de lazer e negócios. “A escolha dessas cidades levou em consideração alguns fatores: o ranking de vendas das principais operadoras, o crescimento desses mercados, a falta de grandes eventos promocionais nessas cidades e a ampliação da malha aérea. 

Atualmente, Recife possui voos diários oferecidos por pelo menos quatro companhias aéreas para esses destinos“, explica o secretário de Turismo de Pernambuco, Alberto Feitosa.O workshop começa com uma palestra sobre o destino Pernambuco. Em seguida, os agentes e operadores participam de uma rodada de negócios com empresários dos atrativos e equipamentos turísticos do Estado. Por fim, os participantes são convidados a apreciar o melhor da gastronomia e da cultura pernambucana. Os cardápios são assinados por renomados chefes e os shows apresentados por legítimos representantes da música pernambucana.

Em Campo Grande, o workshop aconteceu na casa de recepções Yotedy. O jantar foi elaborado pelo chefe Joca Pontes e a apresentação musical fica por conta do cantor Maciel Melo.

A cenografia do Pernambuco é só chegar seguiu o mesmo conceito da campanha homônima que apresenta os destinos turísticos em formato de aquarela. Para que o participante se sentisse numa viagem a Pernambuco, o credenciamento foi no formato de check in e o material da capacitação foi contido numa mala.

O Workshop Pernambuco é só chegar contou com o apoio do Recife Convention & Visitors Bureau (RCVB) e da Prefeitura da Cidade do Recife.

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SPOK FREVO ORQUESTRA



Site Oficial da Orquestra

A SpokFrevo Orquestra bebe no frevo, música vibrante, de arranjos elaborados e raízes firmes. Leva a tradição para o palco, mas não abre mão da liberdade. Inspira-se no legado jazzístico fundamental, o improviso. Surgiu no Recife, em 2003, de experiências que remontam ao fim da década de noventa, sob a batuta de Inaldo Cavalcante de Albuquerque, o maestro Spok, que acumula as funções de saxofonista, arranjador e diretor musical. Spok atua à frente dos 17 músicos que compõem o grupo, uma big band de fato, com seus naipes de saxofones, trombones, trompetes, além de guitarra, contrabaixo, bateria e percussão. 





A Orquestra empreende uma cruzada que vai além de controvérsias estéticas. Em Pernambuco, onde o frevo nasceu, vínculos centenários prendem o gênero à rua, à dança e à festa. Mas seus atributos musicais, sua sofisticação e originalidade, justificam o propósito maior da SpokFrevo: arrancar o frevo do seu papel coadjuvante e levá-lo ao palco, como ator principal. Para isso, precisa romper paradigmas e seguir inventando a tradição. A chave da questão: excelência musical e conhecimento de causa.

A SpokFrevo conquistou seu espaço em um duplo movimento; que garante à Orquestra presença assídua nos principais festivais e palcos da música instrumental do Brasil e da Europa, e ao frevo o devido reconhecimento como gênero singular e versátil – o bastante para ser executado o ano todo, transcendendo a folia e o passo. Hoje, a ousadia da SpokFrevo é reconhecida pela crítica, que enxerga sua proposta musical como precursora de uma nova escola. Tárik de Souza, em sua coluna no Jornal do Brasil de 17 de julho de 2009, atesta que chegou “a vez do frevo-jazz”, apontando a SpokFrevo como “a big band que amalgamou frevo e jazz de forma incandescente”.

Em 2005, o jornal O Globo elegeu a apresentação no TIM Festival como um dos dez melhores shows que passaram pelo Rio de Janeiro naquele ano. Ainda em 2003, após apresentação no V Mercado Cultural, em Salvador, o escritor, saxofonista e jazzófilo Luís Fernando Veríssimo registrava: “A poderosa orquestra SpokFrevo passa de Vassourinhas a Chico Science sem deixar cair uma nota”. Mais recentemente, em 2009, o CD Passo de Anjo – Ao Vivo conquistou o Prêmio da Música Brasileira como melhor disco instrumental do ano, enquanto a Orquestra venceu como melhor grupo na categoria instrumental.

A partir de concertos memoráveis em palcos brasileiros, como no Cascavel Jazz Festival, no TIM Festival (Rio de Janeiro e São Paulo), ou na cerimônia de encerramento dos Jogos Panamericanos, no Rio de Janeiro, a SpokFrevo ganhou impulso para vôos mais altos. A primeira grande turnê européia, em 2008, veio comprovar o vigor e a universalidade da sua música. Durante a excursão por seis países europeus, o grupo foi convidado a se apresentar no palácio presidencial francês, para o encerramento das comemorações do Dia da Música (Fête de la Musique). A SpokFrevo fechou a programação do Palais de l’Élysée, a residência oficial do presidente Nicolas Sarkozy, que prestigiou as apresentações ao lado da primeira-dama, Carla Bruni.

Desde então a SpokFrevo tem sido presença assídua no circuito europeu de festivais. Já esteve em 15 diferentes países da Europa, Ásia e África. Realizou concertos em palcos célebres, como New Morning, Roskilde, Montreux, Barbican, Pori Jazz, Womex, entre outros, sempre apresentando o frevo como arte e linguagem musical única, inserindo-o com propriedade nos universos do jazz e da world music ORIGENS – Inaldo Cavalcante de Albuquerque, o Spok, é considerado o caçula entre os principais maestros do frevo pernambucano. Natural de Igarassú, começou na música aos 13 anos, por influência do primo, o saxofonista Gilberto Pontes, co-diretor musical e também fundador da Orquestra. Mudou-se para o Recife nos anos 80, onde passou a estudar no CPCMR (Centro de Criatividade Musical do Recife) e pôde trabalhar com os mestres do gênero, como José Menezes, Guedes Peixoto, Nunes, Clóvis Pereira, Duda, Edson Rodrigues, Ademir Araújo. Nos anos 90, em meio à ebulição musical que ocorreu na cidade, Spok enxergou outros horizontes. “Eu via aqueles músicos improvisando e me perguntava por que não se poderia fazer o mesmo com o frevo, que eu tocava tão tradicionalmente, seguindo a partitura, enquanto aqueles músicos faziam jazz”.

Mas ele explica aquilo que busca no jazz: “O que me interessa é a liberdade do músico. A Orquestra, na verdade, faz o frevo cru, como ele é. São 17 pernambucanos no palco, que nasceram ouvindo esta música e que não têm como não executá-la com propriedade. A diferença está nos arranjos, que são feitos com o propósito do improviso, para que o músico possa colocar seu coração ali.” É, e há mais de dez anos, instrumentista, arranjador e diretor musical da SpokFrevo Orquestra, e fez como músico convidado participações especiais nas bandas de grandes artistas brasileiros como Fagner, Elba Ramalho, Alceu Valença e Antônio Nóbrega. Na história do grupo, o ano de 2003 marca uma virada. Das experiências sob o nome Banda Pernambucana e Orquestra de Frevo do Recife, surge a SpokFrevo Orquestra.

A estréia em disco veio em 2004, com Passo de Anjo, lançado de maneira independente. No repertório, clássicos do gênero e composições recentes mostram que o frevo é fonte inesgotável. De Levino Ferreira, considerado o maior compositor de frevos-de-rua, a Orquestra toca Lágrima de Folião, e Mexe com Tudo, esta gravada por Pixinguinha nos anos 40. De Sivuca, expressão da música brasileira e universal, Frevo Sanfonado prova que o frevo sempre esteve no repertório dos sanfoneiros. Entre os mestres do gênero, a Orquestra interpreta Clóvis Pereira (Ponta de Lança), Maestro Duda (Nino, o pernambuquinho), e Édson Rodrigues (Frevo Aberto).

De safra mais recente, Passo de Anjo – do próprio Spok, em parceria com João Lyra – virou a assinatura sonora do grupo. O CD Passo de Anjo transformou-se no cartão de visitas da SpokFrevo Orquestra, sendo escolhido pelo jornal O Estado de São Paulo como um dos três melhores lançamentos de 2004. O disco mereceu relançamento em 2006, desta vez pelo selo Biscoito Fino, que no ano seguinte também lançou o DVD e o CD Passo de Anjo – Ao Vivo, gravados no Teatro de Santa Isabel, no Recife, com pequenas mudanças no repertório e as participações especiais de Armandinho (guitarra baiana), Genaro (sanfona, ex-Trio Nordestino) e Leo Gandelman (saxofone alto).

GUIA PETROLINA E O VAPOR DO VINHO



Guia Petrolina: Onde o sertão vira mar. Ainda que o Rio São Francisco seja o perfeito cartão-postal de Petrolina, circular pelas ruas da cidade pode ser revelador. Veja o que a capital do sertão tem para oferecer.



Sétimo município mais rico de Pernambuco, Petrolina foi apontada como uma das 20 cidades brasileiras do futuro na edição 2180 do dia 1 de setembro de 2010. Com o melhor índice de saneamento básico do Nordeste, Petrolina conta com 95% de coleta de esgoto e 100% de tratamento do que é coletado. Petrolina foi reconhecida como a maior rede hoteleira da região turística do sertão do São Francisco e do Pajeú, contando com 2.115 leitos, distribuídos em 24 hotéis; diversos restaurantes, bares, centros comerciais, hospitais, Universidades e cursos de Turismo em níveis técnico e superior, segundo um estudo de competitividade realizado pelo Ministério do Turismo, Fundação Getúlio Vargas e o Sebrae Nacional.


Guia Petrolina: Onde o sertão vira mar. O Vapor do Vinho é um passeio turístico que contempla uma visita à Fazenda Fortaleza (plantações e embalagens de mangas e uvas), à vinícola Ouro Verde e o passeio de barco, da represa de Sobradinho à Petrolina, pelo rio São Francisco.


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MUSEU CAIS DO SERTAO CELEBRA O LEGADO DE LUIZ GONZAGA



Construído em Recife, projeto quer fazer justiça à dimensão universal do artista É como se, quase 101 anos depois do nascimento de Luiz Gonzaga, Pernambuco, enfim, o reconhecesse oficialmente como filho ilustre. 

A obra de R$ 100 milhões conta com dois módulos. Dedicado a retratar a vida e a cultura do Sertão nordestino, terra de origem e fonte de inspiração do grande Luiz Gonzaga, o museu usa a vida desse artista pernambucano como fio condutor, ao mesmo tempo em que mistura o tradicional ao moderno. O Cais do Sertão foi instalado no lugar de antigos armazéns no Porto do Recife e aproveita vários recursos tecnológicos pra possibilitar interação e diversão enquanto a gente vive um pouco dessa realidade tão brasileira. Esse mergulho tá dividido em diferentes facetas: viver, trabalhar, cantar, ocupar, crer, migrar e criar. 

A responsável pelo projeto é Isa RELACIONADAS Ferraz, levou para o Recife que foi cercar-se de um time de notáveis para traduzir o músico nos 7,5 mil m2 que recebeu para criar. Zé Miguel Wisnik e Tom Zé foram dois dos curadores. Antônio Risério foi consultor especial e escreveu o texto de fundação do projeto. Cineastas como Lírio Ferreira, Carlos Nader, Marcelo Gomes, Paulo Caldas e Sérgio Rozemblit cuidaram do audiovisual. Artistas plásticos como Derlon Almeida, J. Borges e Luis Hermano colaboraram com ideias e montagens. Além da interação, marca nas montagens de Isa, o projeto quer também ser referência em acervo sonoro. O andar superior do módulo 1 deve reunir a extensa discografia gonzaguiana em plataformas digitais. A força de Gonzaga para atrair turismo é levada em consideração pelo governo. Não por acaso, o museu foi erguido em um dos espaços turisticamente mais nobres do Recife. 

Na entrada, um juazeiro. Seco, com mais de 50 anos e pesando 10 toneladas, ele foi trazido do interior de Pernambuco pra junto do mar. Seu trabalho, agora, é receber os visitantes do Cais do Sertão, no Bairro do Recife. Um dos equipamentos culturais mais recentes e mais incríveis da cidade. É difícil não se impressionar desde os primeiros passos. O espaço é amplo e mescla de maneira natural a reverência à obra de Gonzagão – podemos ouvir suas músicas, conhecer seu percurso, tocar instrumentos e até cantar – à história do Sertão. 

Já no começo, encontramos as roupas e a sanfona do artista, a reprodução de uma casa sertaneja, depoimentos e explicações sobre objetos e personagens típicos dessa região. É uma aula bem lúdica sobre coisas que tão aqui pertinho da gente. Entre o barro e o touch screen, eu e todo mundo que conheço que já foi lá ficamos encantados. Num jogo apresentado por Tom Zé, somos desafiados a pensar em soluções para a seca. 



Aqui e ali encontramos brinquedos e objetos de trabalho sertanejos. Num espaço fechado, vemos um curta-instalação do recifense Kléber Mendonça Filho. Num túnel todo modernoso, ouvimos vários sinônimos de diabo: demônio, coisa ruim, capeta, satanás… E em duas salas, uma na entrada e outra ao fundo do andar térreo, são exibidos curtas assinados por cineastas como Lírio Ferreira, Paulo Caldas e Marcelo Gomes. 



Também no primeiro andar, podemos bater um papo com emigrantes sertanejos. São várias telas com depoimentos de pessoas que saíram do Sertão e arredores (incluindo outro Luiz, nosso ex-presidente) e levaram a cultura dessa região e as canções de Gonzaga Brasil afora. Enquanto a gente não tá sentado ouvindo o que eles têm a dizer, eles ficam nos esperando, se mexendo, se ajeitando na cadeira. 

O Cais do Sertão abre de terça-feira a domingo. Localização: Avenida Alfredo Lisboa, um pouco depois do Marco Zero, no Recife Antigo. Ingressos: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia); gratuito às terças. 

Fontes: http://www.janelasabertas.com/2014/07/18/museu-cais-sertao/
Fontes: http://cultura.estadao.com.br/noticias/geral,museu-cais-do-sertao-celebra-o-legado-de-luiz-gonzaga-imp-,1085200.

NANDO CORDEL - PELAS RUAS QUE ANDEI


O início da carreira da Nando Cordel, tempos que chama de "período de batalha", foi vivido bem longe de Pernambuco. Como outros artistas, foi tentar a sorte em São Paulo, onde morou por dez anos, e no Rio de Janeiro. A cidade maravilhosa lhe abriu portas, mas a capital pernambucana não saía do seu coração. "Não podia viver sem o Recife. Não sei o que tem essa cidade que atrai a gente. Vivia lá louco pra voltar", disse. Ao emplacar o primeiro disco, quando estorou com as primeiras canções Água na boca e Endoideceu meu coração decidiu junto a gravadora: "Vou voltar para casa!". 

"A necessidade de vir era grande demais. Recife é um porto seguro pra mim". O cantor e compositor também destaca seu carinho pelos conterrâneos. "É um povo solícito, amigo, que abre a porta da casa para as pessoas. Uma cidade maravilhosa com gente maravilhosa, o resultado só podia ser fantástico", declara o artista nascido em Ipojuca. "Tudo que aconteceu na minha vida foi aqui. Onde encontrei minha grande parceira e tive meus filhos". Sobre os cantinhos recifenses preferidos, o compositor lembra da orla de Boa Viagem, um dos locais que mais o inspiram. "Adoro Boa Viagem. Quando morei lá era rato de praia. O músico não tem horário para trabalhar. Ia para orla, ficava pensando, pintava uma ideia e escrevia. Fiz muitas canções ali na beira-mar", relembra o artista. 

Depois disso, mudou-se para Piedade, onde vive até hoje. "Lá é só moradia. Tudo que faço é no Recife. Canto no Recife, os estúdios são aqui, as relações de amizade também". Quando os amigos de fora o visitam, Nando gosta de ver a reação das pessoas, encatadas com o clima, a cultura e culinária. Ele costuma levar seus convidados para comer patinha de caranguejo, peixe e agulha frita. "Ninguém quer sair dessa terra. O Recife tem uma mágica que marca as pessoas que vêm aqui. 

É um lugar encantador", afirma. Por causa da agenda de shows atribulada com apresentações no Brasil e no mundo - Japão, Europa, Estados Unidos, América do Sul - não sobra espaço para aproveitar o que a cidade tem para oferecer. "Mesmo de longe é uma inspiração para mim. Tá na veia, na minha alma. Quando estou fora o pensamento está voltado pra cá. O sotaque aparece na minha música". Para homenagear a cidade, Nando quis fazer uma canção especial que retrata o amor que tem pelo Recife. "Todo mundo já fez frevo, balada, xote, então queria queria uma canção estilo New York, New York, cheia de glamour", disse. A canção inédita Amor ao Recife tem uma levada meio Broadway e fala de cada ponto da cidade. "Recife Merece!", completa.

http://hotsites.diariodepernambuco.com.br/viver/2014/pelasruasqueandei/index.shtml
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PROJETO "PELAS RUAS QUE ANDEI" - NO RECIFE II


O cantor, compositor e ator pernambucano Johnny Hooker, no ar na novela Geração Brasil (TV Globo), fala sobre a convivência com o Recife no 14° vídeo da série "Pelas ruas que andei". Johnny comenta o amor controverso que sente pela capital pernambucana, símbolo de inspiração para as letras das músicas. "O Recife é um amor e um fardo. Quando passo mais de um mês sem fazer uma visita, começo a me sentir mal, parece que estou perdendo minha identidade", explica. Alceu Valença, Academia da Berlinda, Fred Zeroquatro, João do Morro, Almir Rouche, Geraldinho Lins, Bande Dessinée, Claudionor Germano, Silvério Pessoa, Josildo Sá, Fim de Feira e Cascabulho já participaram do projeto.



A Bande Dessinée apresenta a música inédita "Estelita", do álbum "Chanteclair", em fase de pré-produção, e aproveita para falar da relação de amor e ódio com a cidade. Confira no hotsite: http://diariode.pe/recifeolinda O grupo recifense é o sétimo convidado do projeto "Pelas ruas que andei", do Viver. Alceu Valença, Academia da Berlinda, Fred Zeroquatro, João do Morro, Almir Rouche e Geraldinho Lins já participaram da série.


Pelas Ruas que Andei: Mamelungos 

 Reportagem: Marina Simões Imagens: Débora Rosa/DP/D.A. Press Edição de Imagens: Gabriela Travaglia

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PROJETO "PELAS RUAS QUE ANDEI" NO RECIFE - I



No dia do aniversário do Recife, Alceu Valença comenta a letra da música "Pelas ruas que andei", escrita na década de 1980, em homenagem à cidade, e mostra um frevo inédito, "Calendário vazio". Ele é o primeiro convidado do projeto "Pelas ruas que andei", do Viver, em comemoração ao aniversário de 477 anos do Recife e de 479 de Olinda, no dia 12 de março. A cada quarta-feira, novos textos e vídeos com histórias por trás das composições e as relações dos artistas com as cidades, além de sessões de fotos e outras faixas para audição.



Nascida e criada nas ladeiras de Olinda, a Academia da Berlinda faz um tour nos principais pontos turísticos da Cidade Alta. A banda é convidada do projeto "Pelas ruas que andei", do Viver, em comemoração ao aniversário de 477 anos do Recife e de 479 de Olinda, no dia 12 de março. A cada quarta-feira, novos textos e vídeos com histórias por trás das composições e as relações dos artistas com as cidades, além de sessões de fotos e outras faixas para audição. Clip "A gringa"(Academia da Berlinda)


Silvério Pessoa fala sobre verticalização, mobilidade e a paixão pelo Recife, cidade que adotou na adolescência, quando deixou Carpina, na Zona da Mata Norte, no nono vídeo da série Pelas ruas que andei. 

Alceu Valença, Academia da Berlinda, Fred Zeroquatro, João do Morro, Almir Rouche, Geraldinho Lins, Bande Dessinée e Claudionor Germano já participaram do projeto.

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AS PONTES DO RECIFE



Românticas, belas, funcionais. As pontes do Recife já viraram cartões postais da cidade. 

Saiba mais sobre elas:


Ponte Maurício de Nassau | É a ponte mais antiga da América Latina, datada de 1643. Liga o bairro do Recife ao bairro de Santo Antônio. Foi a primeira ponte construída sobre o rio Capibaribe, ainda quando o conde holandês Maurício de Nassau habitava nossa terras. Inaugurada em 1644, a ponte inicial era de madeira. Sofreu reformas em 1683 e 1742 e mudou de nome duas vezes. Em 1917 voltou a se chamar Maurício de Nassau e foi reinaugurada em concreto armado. Hoje, é uma beleza que faz parte do dia-a-dia de milhares de pessoas que trabalham no Centro do Recife e a utilizam para locomoção.

Ponte Buarque de Macedo | Ganhou esse nome em homenagem a Buarque de Macedo, ministro pernambucano que ordenou sua construção no ano de 1880. A obra levou uma década para ser concluída e inaugurada. É considerada a ponte mais extensa do Recife Antigo.

Ponte da Boa Vista | Liga o bairro de Santo Antônio ao da Boa Vista através das ruas Nova e Imperatriz. A ponte da Boa Vista foi construída em ferro batido com ladrilhos que se encaixam em formas de losangos. Por causa dos estragos provocados pelas cheias de 1965 e 1966, a ponte sofreu uma reforma e foi reestruturada em 1967.

Ponte Duarte Coelho | A atual ponte Duarte Coelho data de 1935 e foi construída onde anteriormente existia uma outra, metálica e plana, que fazia a ligação entre a Ilha de Santo Antônio e os serviços ferroviários.

Ponte Giratória | Construída em 1923 para atender às necessidades do Porto do Recife, favoreceu a passagem das embarcações a vela que ancoravam no Cais do Abacaxi. Em 1971, a ponte giratória foi substituída pela atual, Ponte 12 de Setembro, pois sua função giratória já não era mais utilizada.

Ponte Santa Isabel | Inaugurada em 1863, foi a primeira ponte de ferro do Recife. O idealizador da obra, o arquiteto francês Louis Léger Vauthier, também assinou o projeto do Teatro Santa Isabel. A ponte sofreu duas reformas: a primeira durante o governo de Dantas Barreto, em 1913, e a segunda, em 1967.

http://www.old.pernambuco.com/turismo/pontes.shtml



Livro traz curiosidades e importância histórica das pontes do Recife 'Pontes do Recife: a construção da mobilidade' será lançado nesta quarta.
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Publicação é do pesquisador José Luiz Mota Menezes, do IAHGP.

Imaginar a paisagem do Recife sem suas pontes é o mesmo que tirar a alma da cidade. O Bairro do Recife, por exemplo, seria um ilha, acessada apenas através de barcos. As zonas Sul e Norte da cidade também não teriam nenhuma ligação, gerando duas áreas praticamente isoladas. Por conta da importância que essas construções tiveram e ainda têm na construção da capital pernambucana como cidade, o pesquisador e arquiteto José Luiz Mota Menezes teve ideia de compilar informações e fotografias de mais de 30 pontes da cidade em um livro: “Pontes do Recife: a construção da mobilidade”. O lançamento ocorre nesta quarta-feira (20), no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), Boa Vista.

Como não podia ser diferente, a relação do Recife com suas águas e pontes vem desde a formação da cidade. Antes do início da ocupação holandesa em Pernambuco, já existiam pontes de madeiras ligando os diversos canais que existiam na capital. O tempo foi passando e foram surgindo estruturas de ferro e concreto, paralelamente a diversos processos de aterramento que ocorreram na cidade. Para se ter uma ideia, quando inaugurada, a atual Ponte Maurício de Nassau tinha mais que o dobro do tamanho, já que a parte de terra da cidade era bem menor.

São essas e outras curiosidades que José Luiz Mota Menezes pesquisou para a produção do livro. Ao todo, são 73 páginas contando a história das pontes, ressaltando os traços arquitetônicos, detalhes da construção, informações históricas e a importância para o crescimento econômico e cultural do Recife. A publicação é acompanhada de uma espécie de audioguia voltado para deficientes visuais e conta ainda com mapas, desenhos antigos e fotografias das pontes.

Além de se debruçar sobre as construções em si, a publicação procura destacar a relação das pontes com a cidade, daí vindo o nome “construção da mobilidade". “Nós não nos interessamos apenas pelas pontes, mas a mobilidade que elas proporcionam. E não falo só na circulação de carros, mas sobre a qualidade de vida da cidade, do que os bairros ganharam e foram se desenvolvendo”, destacou José Luiz Mota Menezes, presidente do IAHGP e membro do Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU).

O livro é produzido pela Bureau de Cultura e Turismo e conta com o incentivo do Funcultura/PE. O projeto prevê a publicação de mil exemplares, sendo 450 distribuídos gratuitamente em escolas e bibliotecas públicas do estado, universidades e associações de pessoas com deficiência visual.

http://g1.globo.com/pernambuco/noticia/2014/08/livro-traz-curiosidades-e-importancia-historica-das-pontes-do-recife.html

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PARQUE CAPIBARIBE ABRAÇA O GRUPO CAMINHADAS DOMINGUEIRAS




O grupo recifense Caminhadas Domingueiras, que realiza passeios a pé pelo Recife, realizou duas excursões pelo Rio Capibaribe: uma a pé e outra de catamarã, oportunidades em que conheceram o projeto do Parque Capibaribe para a cidade. Confira!


O que é o Parque Capibaribe?

Iniciativa que promove diretrizes de articulação entre o Rio Capibaribe e os espaços urbanos, conectando as bordas/margens com equipamentos existentes na cidade e espaços de área verde, criando ciclovias e interligando vias de ônibus com uma nova experiência de articulação modal de transporte. Com isso, o Parque Capibaribe promove tambem uma mudança de mentalidade da população em relação ao rio, lançando um olhar inovador para as inúmeras possibilidades de ações nas águas do Capibaribe.

O rio que queremos

Ao transformar o Recife em uma cidade-parque, o Parque Capibaribe visa elevar a taxa de área verde pública, que hoje é de 1,2 metros quadrados por habitante. Planeja-se mudar este dado para 20 metros quadrados por habitante em 2037, quando o Recife completa 500 anos.


O projeto do Parque Capibaribe visa envolver mais de um terço da área da cidade. Isso porque o Parque não foi apenas pensado como linha, em seus 30 km de extensão. Ele trabalha com pelo menos 500 metros ao redor de cada margem, o que delimita 7250 hectares de área de influência. Assim, o Parque Capibaribe influenciará 35 bairros, que vão gradualmente se transformar em bairros-parque, atingindo 400 mil habitantes do Recife.

Equipe Transdisciplinar

De base multidisciplinar, este convênio reúne grupos de pesquisa de excelência em várias áreas de conhecimento e instituições de ensino, como engenharia, sociologia, biologia, recursos hídricos, agronomia, botânica, resíduos sólidos, paisagismo, habitação, estudos espaciais de morfologia, ergonomia, como também grupos ligados à mobilidade urbana, desenvolvimento sustentável e desenho urbano voltado à concepção de espaços públicos de qualidade.

Diálogo com a população

Associados a esse corpo teórico e prático especializado, estão sendo desenvolvidos dispositivos de conhecimento para diálogo com a população, como por exemplo a promoção de workshops onde os moradores são convidados a experimentar ideias a serem implantadas nas bordas do rio, como também a criação desta plataforma aberta e georreferenciada para a construção de uma conscientização coletiva, colaborativa e democrática, verificando assim se as ideias propostas têm aderência ao que a população das margens e arredores do Capibaribe realmente necessita.

Esta plataforma é um produto do Parque Capibaribe - Caminho das Capivaras, convênio de cooperação técnica entre a Prefeitura da Cidade do Recife (PCR), através da Secretaria do Meio Ambiente e Sustentabilidade do Recife (SEMAS) e a Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).

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IDEAIS SAO ETERNOS

Domingo foi um dia de muita festa. Pernambuco comemorou, de novo, a maior vitória eleitoral do país.

Mesmo diante de tanta alegria, eu não poderia deixar de dedicar essa conquista aos amigos que perdemos recentemente e, assim, homenageá-los mais uma vez. 

Eduardo, Ariano, Pedrinho, Severo, Lyra e Percol, vocês são a maior prova de que as ideais são eternos. Essa vitória do povo pernambucano nós dedicamos a vocês.