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MURILO E GICÉLIA MARROQUIM - PERNAMBUCO E O JORNALISMO BRASILEIRO

A pousada 7 Colinas em Olinda foi, na verdade, construída no quintal-sítio da residência da família Marroquim que permanece preservada como casa museu.

Vale muitíssimo a pena uma visita. Uma preciosidade Impressionante!

Colaboração: Francisco Cunha


Notícias da guerra - Do seu posto, ao lado da metralhadora antiaérea onde era obrigado a ficar durante os ataques alemães, ele enxergava a ação dos destroyers e das corvetas inglesas. Viu também quando um dos torpedos lançados pelos submarinos germânicos destruiu, sem deixar sobreviventes, um navio do comboio que cruzava o Atlântico rumo à Inglaterra. Era julho de 1943 e ele, aos 26 anos, navegava a bordo do Lozada, embarcação de bandeira inglesa. Ao seu lado estava a sua esposa, única figura feminina da tripulação. Assim, o alagoano Murilo Marroquim começava a sentir na pele o que o esperava na Londres sitiada para onde fora mandado por Assis Chateaubriand (1892-1968), como correspondente do Diários Associados na Segunda Guerra Mundial.
Murilo Marroquim Souza 1915-1984
Nasceu em: Leopoldina, Alagoas, Brasil
Morreu em: Pernambuco, Brasil
A vida de Murilo Marroquim de Souza, um ilustre desconhecido em seu Estado, daria um belo roteiro cinematográfico. Da fuga de Alagoas até alçar o posto de um dos mais importantes nomes da imprensa brasileira, a história do jornalista é cheia de lances surpreendentes. Sua saga tem início em 1930, quando explodiu a revolução comandada por Getúlio Vargas. A família Marroquim ocupava lugar de destaque na classe média urbana alagoana e alguns de seus membros faziam parte do poder político local. Seu tio, Adalberto Marroquim, foi vice-governador e secretário de Saúde e de Educação.

Marroquim contava apenas quinze anos de vida quando o engenho de sua família, em Colônia de Leopoldina, foi incendiado por revoltosos. O garoto, que até então estudara nos melhores colégios de Maceió, foi obrigado a fugir, junto com mais cinco irmãos. O grupo viajou a pé, metido por dentro de canaviais, até o Recife, onde fixou residência. Na capital pernambucana, o futuro jornalista teve de trabalhar para garantir seu sustento e pagar os estudos. Já havia completado 16 anos quando conseguiu seu primeiro emprego como revisor do Diário da Tarde. O jornal pertencia ao jornalista José Campelo, fundador da Associação de Imprensa de Pernambuco. Foi Campelo o responsável pela iniciação de Murilo Marroquim no jornalismo.

Numa tarde, o dono do jornal chegou à redação e, confundindo Murilo com um repórter, já foi pedindo uma matéria para o jovem revisor. Era a primeira pauta de Marroquim, que não hesitou: sem dizer uma palavra, aceitou o desafio. José Campelo queria publicar uma história sobre um lobisomem que estaria levando pânico a um dos bairros de Recife e atacando inclusive mulheres.

Marroquim foi, apurou e voltou com a história. Morrendo de medo, entregou o texto ao patrão. Campelo, de posse de um lápis, ao passo que ia lendo, condenava com riscos fortes de grafite o texto de Murilo. O dono do Diário da Tarde reescreveu a matéria e devolveu ao repórter estreante dizendo: “Leia e aprenda como se faz uma matéria para jornal”. Não havia lobisomem nenhum e Marroquim entrou em diversas contradições tentando provar a existência da assombração. Mais tarde confessaria que, naquela noite, ao sair do jornal, tomaria o primeiro porre de sua vida.

Do texto, só restou o título. Mesmo assim, o faro jornalístico de José Campelo detectou um talento prematuro no jovem alagoano. Marroquim foi deslocado da revisão para a reportagem. Caiu nas graças de Campelo, que além de iniciá-lo profissionalmente, seria também o responsável por colocar no mundo o amor da vida de Murilo Marroquim - mais tarde, ele viraria seu sogro.

Sorrisos e olhares

Os dois se conheceram numa viagem de trem de volta a Recife. Gicélia, a filha de José Campelo, voltava de um fim de semana em um engenho do irmão. Ele vinha de Alagoas, onde visitara familiares. “Ele ficou me olhando. Naquele tempo, os namoros se davam dessa forma. Eram olhares e sorrisos”, relembra “dona” Gicélia Marroquim, hoje com 92 anos, em entrevista por telefone à Gazeta.

A carreira profissional de Murilo Marroquim deslanchou em Recife. No Diário da Tarde, assumiu o posto estratégico de jornalista político e conseguiu também emprego na Rádio Jornal do Commércio, onde fazia locução e traduzia telegramas enviados pelas agências de notícias internacionais. Foram dez anos nesse batente, tempo necessário para que ele se preparasse para o maior desafio de sua carreira profissional.

Em 1942, Murilo Marroquim já estava no Rio de Janeiro, para onde se mudara, recomendado a Assis Chateaubriand por José Campelo. Foi acolhido pelo famoso Carlos Lacerda, jornalista e diretor dos Diários Associados, o qual já havia lido e se impressionado com os artigos de Murilo. Em um almoço com o alagoano, Carlos Lacerda bateu o martelo: Marroquim seria o correspondente de guerra do Diários Associados em Londres, então sob estado de sítio.

Marroquim mal se estabelecera na capital federal do Brasil na época e já estava diante de mais um desafio: com 26 anos, havia casado há apenas dois meses com Gicélia. Ele, então, resolveu que só viajaria para Londres se Gicélia fosse com ele.

“Ele escreveu para a minha mãe pedindo permissão para a minha viagem. Meu pai era contra, mas minha mãe respondeu que, desde o dia do meu casamento, eu pertencia a Murilo e deveria fazer tudo o que ele determinasse”, conta Gicélia, ao lembrar da decisão que mudaria definitivamente a sua vida e a de seu marido.

De São Paulo a Liverpool: a caminho da Londres sitiada

Em julho de 1943 Gicélia e Murilo Marroquim embarcaram no navio mercante Lozada, de bandeira inglesa, em direção a Londres. Seriam dois meses de viagem, de São Paulo a Liverpool, pelo mar do Atlântico. Gicélia, aos 17 anos, era a única mulher a bordo. Foi proibida até de dar bom dia aos marinheiros e não podia circular pela embarcação. Viajava o tempo todo trancada no quarto ou na sala de comando, ao lado do comandante, que nutria carinho paterno por ela. O lugar de Marroquim, no caso de ataque inimigo, era ao lado da metralhadora antiaérea, de onde era testemunha ocular dos ataques alemães.

O navio aportou para abastecer em Freetown, na África. De lá, a embarcação seguiu em comboio com várias outras unidades de combate, inclusive porta-aviões. Próximo a Gibraltar, o Lozada foi atacado por submarinos alemães. “Um navio que vinha logo atrás do nosso foi acertado por um torpedo e não sobrou ninguém vivo. Um marinheiro nosso foi morto e teve o corpo enrolado numa bandeira inglesa e jogado ao mar”, conta Gicélia Marroquim. Em um de seus primeiros artigos enviados de Londres, O Cemitério do Atlântico, Murilo descreveu sua viagem de nove mil quilômetros a bordo do navio inglês.

Em setembro de 1943 Murilo e Gicélia desembarcaram em Londres e o jornalista prontamente iniciou seus trabalhos. A cidade vivia sob intenso bombardeio e o repórter estava sob constante risco de vida. Suas primeiras reportagens descrevem os estragos feitos pelas bombas voadoras, lançadas da costa francesa pelos alemães. Além do Diários Associados, Marroquim também passou a trabalhar para a agência de notícias Reuters e para o Serviço Internacional da BBC de Londres, que transmitia informações sobre a Segunda Guerra para os países de língua portuguesa.

O “sonho dourado” de Gicélia Marroquim era trabalhar. E a trágica morte de uma secretária da BBC durante um bombardeio noturno abriu uma vaga, a qual Gicélia não titubeou em agarrar com unhas e dentes. A partir daquele momento, ela estaria mais do que nunca engajada no conflito mundial e também passaria a desempenhar funções jornalísticas na guerra de informações travada durante o combate.

Na função de correspondente da Reuters e da BBC, Marroquim usufruía das mesmas prerrogativas dos jornalistas ingleses e americanos e vestia uma farda do exército inglês com a identificação “press” (imprensa), o que lhe dava o direito de estar sempre nos pontos críticos do combate.

O Dia D

Murilo Marroquim cobriu o desembarque das tropas anglo-americanas nas praias da Normandia, na França, no dia 6 de junho de 1944, episódio que ficou conhecido como “O Dia D”. No texto que enviou ao Brasil, descreveu as areias lavadas de sangue e os corpos de centenas de fuzileiros navais boiando, vítimas da “Muralha do Atlântico”, como ficou conhecida a cruel resistência alemã na costa francesa. Depois, Marroquim entrou em Paris, acompanhando as tropas americanas que libertaram a capital da França. De lá, seguiu para a Holanda, junto com o exército do comandante Montgomery.

Em território flamengo, Murilo Marroquim reencontrou Gicélia, que às vezes passava meses sem vê-lo. Seu trabalho para a BBC consistia em transformar em linguagem telegráfica os artigos e matérias dos correspondentes que acompanhavam a tropa de Montgomery. “A pior coisa para mim era a falta de comunicação. Só falava francês, não sabia falar flamengo”, diz a viúva do jornalista, que terminou por se acostumar a ficar só durante a guerra.

Nos anos em que esteve a serviço da BBC, Gicélia Marroquim perdeu três filhos. Os três abortos foram causados pela tensão vivida naqueles dias. “Eu fiquei odiando aquilo tudo. A partir dali, me decepcionei com a humanidade. Não entendia aquela mortandade”, desabafa ela, hoje.

Marroquim também acompanhou a tropa aliada em território germânico durante a marcha rumo a Berlim. Nessa época, o Diários Associados chegou a anunciar que Marroquim seria o único repórter sul-americano a pisar em terras alemãs. Assim, em 1º de maio de 1945 a guerra acabou para os europeus. No oriente, só acabaria em 19 de agosto, após o lançamento das bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. Os anos de conflito deixaram mais de 50 milhões de mortos. Murilo e Gicélia ainda passariam três meses na Europa até retornar, enfim, ao Brasil. |LM

Marroquim, o ás das coberturas internacionais

De volta ao Brasil, Murilo Marroquim retomou suas atividades jornalísticas como repórter do Diários Associados. O trabalho realizado durante a Segunda Guerra Mundial lhe rendera prestígio e ele agora era um dos mais respeitados jornalistas do conglomerado de Assis Chateaubriand - e este sempre o enviava ao exterior para pautas especiais.

Em 1948, Marroquim estava presente no momento histórico em que era criado o Estado de Israel. No mesmo ano, viajaria para Bogotá, na Colômbia, para narrar um dos momentos mais importantes da história do país. Junto com ele estavam, entre vários jornalistas estrangeiros, os brasileiros Antonio Callado (1917-1997) e Joel Silveira, hoje com 86 anos.

O conflito colombiano ficou conhecido como “Bogotazo” e foi descrito por estudiosos como uma das mais terríveis anarquias urbanas da história moderna. No país, milhares de pessoas saíram às ruas, tomadas por uma incontrolável ira e dispostas a fazer justiça com as próprias mãos. O motivo foi o assassinato do líder liberal Eliécer Gaitan.

Dois dias antes, Murilo, Joel, Callado e os outros correspondentes tinham participado de uma entrevista coletiva com o então presidente Alfonso López. “O mediador da entrevista, na ocasião, era um jovem forte e alto, então com 23 anos. Seu nome era Fidel Castro”, lembra Joel Silveira, o único ainda vivo dos três brasileiros, em entrevista por telefone à Gazeta. Ele recorda que ficou hospedado no mesmo hotel que Marroquim.

Após o anúncio da morte de Gaitan, deu-se uma das maiores carnificinas já vistas em um país da América do Sul. No Brasil, chegou a notícia de que os jornalistas brasileiros teriam sido mortos quando os seguidores de Gaitan invadiram o Palácio Presidencial para vingar a morte de seu líder. Na época, Gicélia Marroquim, que estava grávida, entrou em trabalho de parto. Chateaubriand, desesperado, se culpava por ter enviado Murilo para cobrir uma situação de tamanho perigo. Só três dias depois é que receberiam a informação de que todos estavam vivos.

“Depois de passarmos o dia todo refugiados no Palácio Presidencial, saímos, os três, enrolados em uma bandeira brasileira. Atravessamos uma praça enorme que existe em frente e conseguimos escapar ilesos”, conta Silveira.

A “víbora” - como era chamado por Assis Chateaubriand, tamanha a acidez, a ironia e o veneno destilados em seus textos -, Joel Silveira aproveitou a conversa com a reportagem para falar de sua amizade com Marroquim. “Nós trabalhávamos juntos. Cobríamos a Câmara dos Deputados, no Rio. Quando tínhamos tempo, saíamos para beber”, recorda o jornalista, que contou no livro O Inverno da Guerra (Objetiva) suas impressões sobre a Segunda Guerra Mundial.

Silveira acompanhou a Força Expedicionária Brasileira (FEB) na Itália. “A guerra amadurece. Eu costumo dizer que fui para a guerra com 26 anos, passei 11 meses lá e voltei com 40”, afirma. “Era um choque ver não só monumentos como cidades de dois mil anos arrasadas pelas bombas. Isso te envelhece. O que lhe resta de inocência, a guerra tira de você”, diz ele, que cansou de ver pais entregando as filhas a soldados em troca de uma barra de chocolate.

Nas décadas de 1950 e 1960, Murilo Marroquim continuou com suas funções de repórter, correspondente estrangeiro e articulista dos jornais e revistas “Associados”. Nessa época, a revista O Cruzeiro, do conglomerado, chegava a vender um milhão de exemplares por semana.

Em suas viagens a outros países entrevistou líderes internacionais que se tornariam figuras históricas, a exemplo de Nikita Kruschev (1894-1971), Mao Tse-tung (1883- 1976), Winston Churchill (1874-1965) e Moshe Dayan (1915-1981).

Durante esse período, Murilo deixou o Rio e foi morar em Brasília, agora a capital federal brasileira, inaugurada no final do governo Juscelino Kubitschek (1902-1976). Articulista político, viu de perto a renúncia de Jânio Quadros (1917-1992) e, posteriormente, a deposição de João Goulart (1918-1976).

Em 1964 Marroquim foi transferido para o Recife, a pedido de Assis Chateaubriand, que estava preocupado com seus artigos contra o regime militar. Lá, o correspondente seria responsável pela sucursal da revista O Cruzeiro. No total, ele passou nove anos dividindo sua atenção entre a publicação e o jornalismo de Brasília. Mas mesmo depois de se aposentar, Murilo continuaria escrevendo para o Jornal do Comércio, veículo do qual seu irmão, Esmaragdo Marroquim, era diretor.

Murilo Marroquim morreu em 27 de março de 1984, aos 69 anos. Segundo conta seu filho, Fernando Marroquim, uma infecção causada por um corte no pé confundiu os médicos: a princípio, eles imaginaram que o correspondente estrangeiro tinha problemas cardiológicos. Quando o diagnóstico chegou, já era tarde. E a imprensa brasileira perdia um de seus mais competentes profissionais. LM

Pesquisa resgata jornalista do limbo

A história de Murilo Marroquim sempre esteve à disposição dos pesquisadores alagoanos, mas só agora veio à tona, com o Trabalho de Conclusão de Curso (TCC) de uma estudante de Comunicação recém-formada pela Universidade Federal de Alagoas (Ufal). E não foi fácil para a jornalista Edenilda Cordeiro reunir o material para sua pesquisa. Foram dois anos de investigação e várias viagens ao Recife.

A idéia do trabalho acadêmico surgiu depois de uma viagem na qual o professor da instituição, Stefani Lins, fez a Olinda, em 2003. Na ocasião, ele se hospedou no Hotel Sete Colinas, de propriedade da família Marroquim. Ele ficou impressionado com várias fotos em um dos murais do estabelecimento e curioso com o sobrenome Marroquim do proprietário. Após algumas conversas, ficou sabendo de parte da história do jornalista alagoano que tinha feito a cobertura da Segunda Guerra Mundial.

“Quando o professor Stefani voltou a Maceió, sugeriu que minha pesquisa fosse feita sobre Murilo Marroquim. Eu aceitei e, com a ajuda dele, que foi meu orientador, comecei a pesquisa”, conta Edenilda.

Ela viajou quatro vezes ao Recife, para vasculhar os arquivos dos jornais onde Marroquim havia trabalhado. Uma de suas principais fontes foi Gicélia Marroquim, a corajosa companheira de Murilo durante a guerra. “Na entrevista que fiz ela falou durante sete horas. Apesar de já estar com 92 anos, fiquei impressionada com sua lucidez e com sua memória”, conta Edenilda, que após ouvir os relatos de “dona” Gicélia, precisou se aprofundar nos estudos sobre a Segunda Guerra Mundial.

À medida que avançava em suas pesquisas, Edenilda constatava a brilhante carreira do jornalista alagoano. “Eu fiquei impressionada como uma pessoa com um currículo daquele podia ser tão desconhecida, até mesmo no meio jornalístico”, diz. Ela observa que Murilo Marroquim era um jornalista liberal e tinha relação direta com o poder. Era amigo de Assis Chateaubriand, de Getúlio Vargas e de Juscelino Kubitschek. Também gozava da amizade intelectual de Gilberto Freyre (1900-1987).

Para a jornalista recém-formada, seu trabalho deve servir como base para novos estudos sobre o repórter alagoano, já que é pioneiro e reúne um anexo riquíssimo incluindo fotos, reportagens e artigos de Murilo Marroquim. “Quero que outros estudantes e até mesmo jornalistas se interessem por esse alagoano tão importante para o jornalismo brasileiro e tão desconhecido em sua terra natal”, afirma. |LM

http://gazetaweb.globo.com/gazetadealagoas/acervo.php?c=71894


Gaipió mantém a mobília original

Engenho Gaipió
Testemunho de um período de luxo e opulência na zona canavieira, o Engenho Gaipió, localizado em Ipojuca, a 46 quilômetros do Recife, é um dos poucos onde o visitante consegue sentir o modo de vida dos senhores de engenho. A casa-grande, em estilo neoclássico, foi construída em 1863 e continua com a mobília original. Os proprietários abrem para visitação pública, cobrando uma taxa para ajudar na manutenção do imóvel.

A visita ao Engenho Gaipió é um passeio singular. A casa-grande tem mil metros quadrados de área construída em dois pavimentos. Na sala de jantar, chama a atenção uma mesa com cerca de oito metros de comprimento, que tem capacidade para abrigar até 25 cadeiras. No salão principal, uma autêntica namoradeira (cadeira em forma de S com dois assentos onde os namorados ficavam um de frente para o outro sem se encostarem) revela costumes que se perderam no tempo como a fumaça dos fogões a lenha.


Engenho Gaipió
De acordo com a proprietária, Gicélia Marroquim, uma das poucas peças da mobília que não faz parte do acervo original é uma cama adquirida do castelo do Lord Byron, instalada em um dos quartos do primeiro andar. No térreo, pode ser visto o berço que pertenceu ao infante dom Afonso, comprado pela família em um antiquário do Rio de Janeiro. Outra peça curiosa é a cadeira usada como assento sanitário pelos senhores de engenho. A cadeira tem uma porta lateral por onde os escravos colocavam os vasos e o assento de palhinha é removível.

"Tudo está mudado, o ciclo da cana-de-açúcar acabou, só não sei o que será feito de tanta terra em Pernambuco", diz Gicélia Marroquim, descendente dos antigos proprietários. O sobrado foi construída por José Félix da Câmara Pimentel, dez anos após a capela de São José, em substituição à velha residência do engenho, hoje usada como loja de artesanato. Levantamento feito por Reinaldo Carneiro Leão, do Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano, indica que, provavelmente, o Engenho Gaipió foi levantado por Sipriano Alves Pimentel.

Depois, o engenho passou para o seu filho, o capitão comandante Félix José Pimentel. Após sua morte, em 1822, o filho mais velho do capitão, Félix José da Câmara Pimentel, ficou como herdeiro do engenho. Em 1952, após uma temporada em mãos estranhas à família, o Gaipió volta para os herdeiros. A família sugere a possibilidade de integrar o projeto de assentamento do Incra na área ao projeto de turismo e produção de aguardente especial. Eles pretendem transformar o engenho em um hotel-fazenda. 


http://www2.uol.com.br/JC/_1999/1605/cd1605b1.htm
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RECIFE - A VENEZA DOS EMIGRANTES


Dica do Facebook Por Leonardo Antonio Dantas Filho

Recife é uma cidade acolhedora, que atrai a todos os estrangeiros que veem ao Brasil e se encantam com as belezas naturais da capital do frevo. 
Muitos recifenses fazem o caminho inverso, deixam a terra natal e vão pelo mundo a fora viver novas experiências. Mas o amor pelo Recife sempre bate mais forte. 

Em comemoração aos 477 anos do Recife você vai acompanhar uma série de reportagens feitas pela TV Clube/Record, que mostra o amor dos estrangeiros pela capital do frevo. O repórter Mhatteus Sampaio mostra que a imigração foi a mola propulsora para o desenvolvimento econômico do Recife.

SALAO DE INTERCAMBIO ESTUDANTIL EM RECIFE DIA 18/03

Maior feira de intercâmbios da América Latina, o Salão do Estudante terá edições em sete cidades brasileiras no próximo mês: São Paulo, Recife, Salvador, Curitiba, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Porto Alegre. 

Com mais de 300 expositores de 21 países diferentes, o evento oferece aos participantes informações sobre os diferentes tipos de programas de intercâmbio no exterior, destinos de estudo, requisitos necessários ao intercâmbio, processo de candidatura, procedimentos para visto de estudante e de trabalho e preparação para a viagem. A entrada é gratuita, mas as vagas são limitadas.

Salão do Estudante terá edições em sete cidades neste mês

Site Oficial: http://www.estudarfora.org.br/salao-do-estudante-tera-edicoes-em-7-cidades-em-marco/

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GRUPO DE EXECUTIVOS DO RECIFE REALIZA A PRIMEIRA REUNIAO DE 2014

Passou a comandar na ultima 5ª feira (27/02/14) a primeira reunião do GERE – Grupo de Executivos de Recife (http://www.gere.com.br), o novo presidente empossado Marcelo Sávio da Viva Planos de Saúde (www.vivaplanosdesaude.com.br). Entre seus objetivos o GERE espera estimular ainda mais o fórum de debates e apresentação de ideias e projetos que possam contribuir com o desenvolvimento do Recife e do estado, bem como promover a integração, inserção e apresentação de novos executivos que aqui aportam com face ao crescimento econômico de Pernambuco.

Marcelo Veiga, Marcelo Sávio e Roberto Nóbrega
Com este intuito, foi convidado o empresário pernambucano Roberto Nobrega, com a sua larga experiência internacional na área de marketing e eventos (http://www.eventosinternacionais.com.br) desde 1975, também diretor da Federação da Câmaras de Comércio Exterior do Rio de janeiro, (www.fcce.org.br).

Nóbrega garante que o nordeste tem muito a oferecer aos empresários que aqui tenham a intenção de investir, pois sem dúvida foi o estado que teve o maior índice de desenvolvimento do país, destacando-se o progresso e ampliação do porto de Suape, a nova fábrica da Cervejaria Itaipava, Refinaria Abreu e Lima, fábrica da Fiat, ferrovia transnordestina, polo vidreiro de Goiana e farmoquimico, entre outros.

A convite de Roberto, esteve também presente ao almoço de posse do novo presidente, Marcelo Veiga, diretor executivo da Rede de TV NORDESTE (www.nordeste.tv).



Roberto Nóbrega e Marcelo Veiga
Roberto com sua larga experiência internacional e a frente da Federação Nacional de Comercio Exterior, entre diversos outros projetos para Pernambuco, analisa a possibilidade de implantação no estado de uma Agencia de Desenvolvimento e Investimentos da Região Nordeste, para captação de investidores estrangeiros para o estado e toda a região.

Para isso, Roberto Nobrega estuda a parceria de seus projetos, com a Rede de TV NORDESTE ( www.nordeste.tv ), por ser a TV Nordestina de maior alcance e audiência mundial, a única capaz de romper sua transmissão além das fronteiras do estado, e ocupar a primeira colocação absoluta no Google, aparecendo na Web antes de qualquer outra emissora de TV nacional.

A TV NORDESTE, tornou-se o endereço mais nobre da região, a maior vitrine de Pernambuco e de todo o Nordeste para o Brasil e para o mundo, qualidades que agregam valor a parceiros, patrocinadores e anunciantes interessados em investir na região.

A reunião do Grupo Executivo do Recife aconteceu no restaurante Boi & Brasa na praia de Boa Viagem no Recife/PE ( http://www.boiebrasa.com.br ).


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